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Rinite: por que não existe cura e o que dá pra fazer para melhorar



O que começou como um comentário bem-humorado nas redes sociais — questionando por que ainda não existe cura para a rinite — revela uma dúvida comum sobre uma condição que atinge uma parcela significativa da população. A rinite alérgica, caracterizada por nariz entupido, espirros frequentes, coceira e dificuldade respiratória, tende a se intensificar em determinadas épocas do ano e está associada a agentes como poeira, pelos de animais, ácaros e pólen.


Apesar dos avanços no tratamento ao longo das últimas décadas, ainda não há cura definitiva para a rinite, e muitos especialistas consideram improvável que ela venha a existir. O problema está relacionado ao próprio funcionamento do sistema respiratório, que atua como um filtro contra partículas potencialmente nocivas. Quando um agente estranho entra nas vias nasais, organismo desencadeia uma resposta inflamatória para eliminá-lo, produzindo secreção, inchaço e espirros.


Na rinite alérgica, no entanto, essa reação ocorre diante de substâncias que, em geral, não são perigosas. O contato com partículas como ácaros, poeira ou pólen provoca uma resposta exagerada do sistema de defesa, intensificando os sintomas. Esse quadro tende a se agravar em períodos mais frios ou secos, quando as pessoas permanecem em ambientes fechados e a mucosa nasal se torna mais sensível.


Embora os mecanismos envolvidos na doença sejam conhecidos, a busca por uma cura enfrenta obstáculos relevantes. A resposta imunológica associada à rinite é complexa e envolve diferentes células de defesa que liberam substâncias responsáveis pelos sintomas, como coceira e inflamação. Além disso, trata-se de uma condição ligada a múltiplos fatores genéticos, o que dificulta a criação de intervenções capazes de atuar de forma definitiva.


Outro entrave está no próprio processo de desenvolvimento de medicamentos, que exige tempo, altos investimentos e apresenta elevado índice de falhas. Soma-se a isso o fato de a rinite, apesar de incômoda, raramente evoluir para quadros graves, o que reduz sua prioridade em pesquisas científicas.


Ainda assim, existem diversas estratégias eficazes para o controle da doença. O primeiro passo envolve mudanças no ambiente doméstico, como manter os espaços ventilados, realizar limpezas frequentes, evitar o acúmulo de poeira e reduzir a presença de itens que favorecem a concentração de alérgenos. Esses cuidados são especialmente importantes no quarto, onde se passa grande parte do tempo.


A higienização das vias nasais também é recomendada, pois ajuda a remover impurezas e a manter a mucosa hidratada. Além disso, medicamentos podem ser utilizados conforme a intensidade e a frequência dos sintomas, variando desde tratamentos pontuais até abordagens preventivas com o uso de anti-inflamatórios específicos.


Outra possibilidade terapêutica é a imunoterapia, que consiste na administração gradual das substâncias responsáveis pela alergia, com o objetivo de reduzir a sensibilidade do organismo.


Assim, embora a rinite alérgica não tenha cura, há recursos capazes de controlar seus sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.      



https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce8wln0n3rwo.adaptado.

Quando um agente estranho entra nas vias nasais, o organismo desencadeia uma resposta inflamatória para eliminá-lo, produzindo secreção, inchaço e espirros.

Assinale a alternativa CORRETA quanto à identificação dos termos acessórios da oração presentes no período.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: No período "Quando um agente estranho entra nas vias nasais, o organismo desencadeia uma resposta inflamatória para eliminá-lo, produzindo secreção, inchaço e espirros.", a classificação correta depende da função sintática de cada segmento: "nas vias nasais" indica circunstância de lugar ligada a "entra"; "inflamatória" caracteriza o substantivo "resposta"; e "produzindo secreção, inchaço e espirros" acrescenta valor adverbial ao enunciado. Por isso, a alternativa B é a única compatível com o trecho.

Tema central: termos acessórios da oração
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa erra em dois pontos decisivos. "Inflamatória" não é aposto explicativo, porque não retoma nem esclarece com autonomia outro termo; apenas caracteriza "resposta", sendo adjunto adnominal. Além disso, "produzindo secreção, inchaço e espirros" não é vocativo, pois vocativo serve para chamamento do interlocutor, o que não ocorre no período.
B
Certa
A alternativa B acerta as três classificações exigidas. "Nas vias nasais" integra a esfera do verbo "entra" e indica onde a ação ocorre, com função adverbial. "Inflamatória" é adjetivo ligado diretamente ao núcleo nominal "resposta", sem autonomia explicativa, por isso funciona como adjunto adnominal. Já "produzindo secreção, inchaço e espirros" não nomeia interlocutor nem explica um termo nominal: acrescenta uma circunstância ao processo verbal por meio de uma estrutura reduzida de gerúndio com valor adverbial.
C
Errada
"Nas vias nasais" não é vocativo, porque não interpela ninguém; trata-se de expressão ligada ao verbo "entra", com circunstância de lugar. Embora a alternativa acerte "inflamatória" como adjunto adnominal de "resposta", erra ao classificar "produzindo secreção, inchaço e espirros" como aposto explicativo, pois esse segmento é estrutura verbal em gerúndio com valor circunstancial.
D
Errada
"Nas vias nasais" não é aposto explicativo, porque não explica nem renomeia termo anterior; sua função é adverbial, ligada a "entra". A alternativa também erra ao dizer que "produzindo secreção, inchaço e espirros" é adjunto adverbial de lugar: o gerúndio não indica lugar, mas acrescenta circunstância ao desencadeamento da resposta inflamatória.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre termo isolado por vírgula e função sintática: muitos candidatos tomam "produzindo secreção, inchaço e espirros" por aposto ou vocativo e "inflamatória" por aposto, quando o critério decisivo é a relação sintática efetiva de cada segmento com o verbo ou com o substantivo.
Dica para questões semelhantes
  • Localize primeiro a palavra a que o segmento se liga: se a expressão modifica o verbo e indica circunstância, a classificação é adverbial.
  • Se o termo for adjetivo ligado diretamente a um substantivo, com função de caracterização, a tendência é ser adjunto adnominal, não aposto.
  • Estruturas no gerúndio entre vírgulas não são automaticamente apostos: verifique se acrescentam circunstância ao fato verbal.
  • Vocativo só existe quando há chamamento do interlocutor; sem esse traço, elimine essa classificação.

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