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Q1684959 Medicina

Uma paciente G2A0P1, em trabalho de parto, apresenta sintomas compatíveis com síndrome gripal, RT-PCR, Covid-19 positivo com data de ontem, 38 semanas de idade gestacional, e pré-natal completo, sem outros dados dignos de nota. Amamentou exclusivamente o filho mais velho até os 6 meses de vida e doava leite para o banco de leite regularmente. A respeito desse caso clínico, com base nas condutas de sala de parto e nos cuidados com o recém-nascido (RN), e considerando as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria e do Ministério da Saúde e os conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.


Tendo em vista que a mãe está sintomática, a recomendação prevê o clampeamento oportuno do cordão, mas o contato pele a pele deve ser suspenso.

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Tema Central da Questão: A questão aborda os cuidados no manejo de recém-nascidos cujas mães estão sintomáticas para COVID-19, particularmente focando no clampeamento do cordão umbilical e no contato pele a pele.

Justificativa para a Alternativa Correta: As diretrizes atuais da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e do Ministério da Saúde recomendam que, no caso de mães com COVID-19 sintomático durante o parto, o clampeamento oportuno do cordão umbilical deve ser realizado, o que significa que ele não deve ser feito imediatamente, mas após 1 a 3 minutos, conforme as condições permitirem. Entretanto, o contato pele a pele é desaconselhado temporariamente para reduzir o risco de transmissão do vírus para o recém-nascido. A suspensão do contato imediato pele a pele é uma medida de precaução devido à possibilidade de transmissão do vírus através de gotículas respiratórias.

Análise de Alternativas Incorretas: Embora a questão apenas forneça uma alternativa correta, é importante discutir porque a suspensão do contato pele a pele é recomendada. A preocupação principal é a segurança do recém-nascido, pois a transmissão do COVID-19 pode ocorrer através de vias respiratórias durante o contato próximo. As práticas de isolamento temporário, como separar fisicamente o recém-nascido da mãe até que ela não esteja mais contagiosa, são precauções baseadas em evidências para proteger o bebê.

Diretrizes Médicas Relevantes: As diretrizes da SBP e do Ministério da Saúde são claras ao sugerir este tipo de manejo em situações de COVID-19 sintomático na mãe, sendo necessário ajustar as práticas padrão de sala de parto para garantir a saúde do recém-nascido.

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A afirmativa está incorreta. De acordo com as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria e do Ministério da Saúde, o contato pele a pele entre a mãe e o recém-nascido é recomendado, mesmo em casos de Covid-19 positivo na mãe, desde que sejam tomadas as precauções necessárias, como uso de máscara pela mãe, higienização das mãos e do corpo do RN e observação dos sinais vitais do bebê. O clampeamento do cordão umbilical também deve ser realizado de forma tardia, para garantir a transferência de sangue e nutrientes para o recém-nascido.

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