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Q3879806 Veterinária
Sobre o diagnóstico laboratorial da raiva, é correto afirmar que
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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é que o vírus da raiva é um vírus de RNA, não de DNA; assim, as alternativas A, B e C erram ao falar em detecção de DNA viral por PCR. Em contraste, a alternativa D descreve um método laboratorial clássico e válido de diagnóstico/isolamento do vírus por prova biológica, com inoculação em camundongos ou cultura de células, o que sustenta o gabarito oficial.

Tema central: Diagnóstico laboratorial da raiva
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui à qPCR a detecção e identificação de DNA do vírus da raiva. O vírus da raiva é um RNA-vírus, portanto a referência a DNA viral está conceitualmente incorreta.
B
Errada
Está errada pelo alvo molecular. Apesar de a RT-PCR ser compatível com vírus de RNA, a alternativa afirma detecção e identificação de DNA do vírus da raiva, o que está errado porque o agente possui genoma de RNA.
C
Errada
Está errada porque descreve PCR convencional para detecção e identificação de DNA do vírus da raiva, quando o agente é um vírus de RNA. O erro é conceitual.
D
Certa
A alternativa D está correta porque descreve prova biológica de isolamento viral, com inoculação em camundongos ou cultura de células, que é um método laboratorial clássico e válido no diagnóstico da raiva. Embora a redação seja imprecisa, o conteúdo técnico central corresponde a um procedimento diagnóstico verdadeiro.
E
Errada
Está errada porque a detecção de anticorpos específicos por soroneutralização, principalmente em animais ou pacientes vacinados, não confirma doença ativa. Anticorpos séricos podem refletir vacinação prévia.
Pegadinha da questão
A banca explorou a troca de RNA por DNA nas técnicas moleculares e tentou induzir o candidato a aceitar RT-PCR apenas pelo nome da técnica, além de confundir sorologia pós-vacinal com confirmação de infecção ativa.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de validar uma técnica molecular, confira se o ácido nucleico citado corresponde ao genoma do agente.
  • Em vírus de RNA, alternativa que fala em detecção de DNA viral está conceitualmente errada.
  • No diagnóstico da raiva, isolamento viral em camundongos ou cultura celular é um método laboratorial válido.
  • Sorologia positiva em vacinados não deve ser interpretada como prova automática de doença ativa.

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A confirmação laboratorial em vida, dos casos de raiva humana, pode ser realizada por:

Imunofluorescência direta (IFD) nas amostras de tecido bulbar de folículos pilosos, obtidos por biopsia de pele da região cervical, raspado de mucosa lingual (swab) ou de tecidos de impressão de córnea. Esse procedimento deve ser feito por profissional habilitado, mediante o uso de EPI. A sensibilidade dessas provas é limitada e, quando negativas, não se pode excluir a possibilidade de infecção.

Prova biológica (PB): isolamento do vírus, por meio da inoculação em camundongos ou cultura de células.

Detecção de anticorpos específicos no soro ou líquido cefalorraquidiano, pela técnica de soroneutralização em cultura celular, em pacientes sem antecedentes de vacinação antirrábica.

Reação em cadeia da polimerase (RT-PCR): detecção e identificação de RNA do vírus da raiva.

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