Uma paciente G2A0P1, em trabalho de parto, apresenta sintoma...
Uma paciente G2A0P1, em trabalho de parto, apresenta sintomas compatíveis com síndrome gripal, RT-PCR, Covid-19 positivo com data de ontem, 38 semanas de idade gestacional, e pré-natal completo, sem outros dados dignos de nota. Amamentou exclusivamente o filho mais velho até os 6 meses de vida e doava leite para o banco de leite regularmente. A respeito desse caso clínico, com base nas condutas de sala de parto e nos cuidados com o recém-nascido (RN), e considerando as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria e do Ministério da Saúde e os conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
O RN deve ser separado da mãe, não devendo
permanecer em alojamento conjunto.
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Nesta questão, estamos avaliando a conduta adequada em relação ao manejo do recém-nascido (RN) de uma mãe com Covid-19 durante o aleitamento materno. O tema central é o alojamento conjunto e os cuidados com o RN em contexto de infecção por Covid-19 na mãe.
A alternativa correta é errada (gabarito E), pois segundo as recomendações atuais da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e do Ministério da Saúde, a separação da mãe e do RN não é indicada de forma rotineira, mesmo em casos de Covid-19. A prática do alojamento conjunto é incentivada, desde que sejam tomadas as devidas precauções para minimizar o risco de transmissão do vírus.
Justificativa: A mãe deve ser encorajada a amamentar seu bebê, pois os benefícios do aleitamento materno superam os riscos potenciais de transmissão do Sars-CoV-2. A amamentação deve ser feita com o uso adequado de máscara e higiene das mãos antes de tocar o bebê. Além disso, deve-se manter uma boa ventilação no quarto e, se possível, evitar visitas de pessoas sintomáticas até que a mãe esteja recuperada. Caso a mãe esteja clinicamente inapta a amamentar, pode-se recorrer à extração do leite materno.
Por que a alternativa está incorreta? A separação do RN da mãe só é indicada em casos específicos, como quando a mãe está gravemente doente e não tem condições de cuidar do bebê, ou quando não é possível garantir as medidas adequadas de precaução. A diretriz atual promove o contato pele a pele e o alojamento conjunto devido aos seus benefícios comprovados para a saúde e o vínculo emocional entre mãe e filho.
Assim, ao interpretar questões desse tipo, é essencial estar atualizado com as diretrizes e recomendações médicas vigentes, sempre considerando o balanço risco-benefício para a saúde do recém-nascido.
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