Comecei a ter problemas há nove meses, quando passava
férias, com amigos no litoral. Numa tarde, depois de vários
passeios, quando retornávamos ao nosso alojamento, no
carro de um amigo, repentinamente e sem nenhum motivo
comecei a sentir uma enorme insegurança. Meu coração
disparou e o sentia martelando em meu peito. Sentia minha
cabeça formigando, estava com muito calor e comecei a suar
abundantemente. Ao mesmo tempo, minhas mãos e pés
estavam frios. Deixei de ouvir o que meus amigos falavam e
só conseguia prestar atenção ao que estava sentindo.
Respirava mais profundamente, sentia-me sufocado e pedi
para abrirem as janelas do carro. Meu medo só aumentava e
não sabia exatamente do que tinha medo. Pensei que fosse
desmaiar ou que estivesse tendo um ataque de alguma coisa е
que pudesse morrer. Não queria que meus amigos soubessem
o que se passava comigo, mas finalmente e com muito
esforço disse-lhes que não estava bem. Fomos a um pronto-socorro e enquanto esperávamos pelo atendimento comecei a
sentir-me melhor, apenas um pouco tenso. O médico
concluiu que meus sintomas se deviam a um excesso de sol.
Episódios semelhantes voltaram a ocorrer e tornaram-se
progressivamente mais frequentes. Começou a faltar muito
ao serviço, com medo de ter crises. Deixou de sair com os
amigos e passou a evitar passeios e atividades externas,
passando seus períodos de lazer em casa, onde nunca teve
crises. Fez inúmeras consultas e exames, tendo sido tratado
com diversos benzodiazepínicos sem resultado satisfatório.
Zuardi, AW (2017). Medicina (Ribeirão Preto, Online.)
Quais as estruturas neuroanatômicas e fisiopatológicas
envolvidas no aparecimento dos sintomas do paciente?
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