A substituição dos travessões empregados no primeiro perío...
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Ano: 2026
Banca:
CESPE / CEBRASPE
Órgão:
SEDUC-AL
Provas:
CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-AL - Professor - Artes
|
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CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-AL - Professor - Português |
Q4440575
Português
Texto associado
A história do Brasil é marcada por profundas
desigualdades sociais e raciais, mas, também, por um longo
processo de luta das populações subalternizadas — periféricas,
negras, quilombolas e indígenas — pelo direito a uma cidadania
plena, o que inclui o acesso aos bens culturais e simbólicos
socialmente produzidos e às instituições nas quais esses bens
circulam e são compartilhados. O que está em jogo nessas lutas
não é apenas a democratização do acesso à escola e à
universidade, mas também dos conhecimentos que circulam
nesses espaços e dos mecanismos pelos quais eles são
produzidos, socializados e legitimados.
Isso porque, ao longo da história brasileira, seja como
ferramenta de colonização, de assimilação ou de formação de
mão de obra para o mercado, a educação tem servido
hegemonicamente às classes dirigentes como instrumento de
dominação e, como tal, tem-se conformado como uma instituição
profundamente excludente. Quando não simplesmente excluídos
de seu interior, os segmentos sociais que não compõem as elites
econômicas, políticas e intelectuais veem suas referências
históricas, culturais e epistêmicas submetidas a um processo de
inferiorização, negação e apagamento.
Portanto, quando os povos tradicionais, indígenas,
quilombolas se mobilizam para defender o direito à educação
formal (básica e superior), o fazem compreendendo que, em uma
sociedade ocidentalizada como a nossa, esses instrumentos de
colonização e de dominação se tornaram paradoxalmente
estratégicos para o fortalecimento de suas lutas, para a ampliação
de seus direitos e para participação e acesso aos espaços que
sempre foram reservados às classes dominantes. Não se trata,
contudo, apenas de reivindicar o acesso à educação formal, mas
de disputá-la por dentro como uma ferramenta contracolonial de
ascensão social, que pode contribuir para a valorização de suas
culturas e saberes.
Ana Tereza Reis da Silva (Org.). Vozes do pluriverso: práticas e epistemologias decoloniais e antirracistas
em educação. São Paulo: Pimenta Cultural, 2022, p. 284-285 (com adaptações).
Julgue o seguinte item, referente ao aspecto linguístico do texto precedente e à ideia nele expressa.
A substituição dos travessões empregados no primeiro
período do primeiro parágrafo por parênteses manteria a
correção gramatical e o sentido do texto, pois ambos os
sinais de pontuação podem ser utilizados para isolar aposto
explicativo.