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Q1684957 Medicina
Uma paciente G2A0P1, em trabalho de parto, apresenta sintomas compatíveis com síndrome gripal, RT-PCR, Covid-19 positivo com data de ontem, 38 semanas de idade gestacional, e pré-natal completo, sem outros dados dignos de nota. Amamentou exclusivamente o filho mais velho até os 6 meses de vida e doava leite para o banco de leite regularmente. A respeito desse caso clínico, com base nas condutas de sala de parto e nos cuidados com o recém-nascido (RN), e considerando as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria e do Ministério da Saúde e os conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
O aleitamento materno pode ser mantido, porém, se a mãe não tiver condições de estabilidade clínica, o banco de leite deve ser avisado e a fórmula infantil deve ser prescrita em mamadeira na sala de parto.
Alternativas

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Tema central: A questão aborda a manutenção do aleitamento materno em mães com COVID-19 e as orientações oficiais sobre manejo do recém-nascido na sala de parto. Trata-se de um tema essencial em Pediatria e Neonatologia, pois envolve a segurança do recém-nascido e a promoção do aleitamento materno, mesmo diante de doenças infecciosas.

Justificativa da alternativa correta (E – ERRADO):
As principais diretrizes do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) afirmam que o aleitamento materno deve ser mantido em casos de mães com infecção confirmada por COVID-19, desde que haja condições clínicas adequadas e desejo da mãe de amamentar. A introdução de fórmula infantil na sala de parto NÃO é recomendada apenas pelo fato da mãe estar com COVID-19. O leite materno é insuperável em proteção imunológica e benefícios nutricionais, e não há evidência de transmissão do SARS-CoV-2 pelo leite materno.

Segundo a Nota Técnica Nº 7/2020 do Ministério da Saúde:
“A amamentação deve ser mantida mesmo em caso de infecção pelo SARS-CoV-2, desde que a mãe deseje e esteja em condições clínicas adequadas.”

Se a mãe não estiver clinicamente estável para amamentar, deve-se considerar a extração do leite materno (quando possível) e ofertá-lo ao RN. A fórmula só deve ser indicada quando o leite materno estiver indisponível ou contraindicado.

Análise das alternativas:
Alternativa C (Certo): Incorreta, pois não se prescreve fórmula infantil na sala de parto para mães com COVID-19 apenas por esse motivo. O leite materno permanece preferencial.
Alternativa E (Errado): Correta, pois está em conformidade com as recomendações oficiais e prioriza a saúde do binômio mãe-RN.

Estratégias em provas e pegadinhas:
Fique atento a palavras absolutas e recomendações que vão contra diretrizes atualizadas. Sempre relembre que o leite materno só é substituído em situações de contraindicação formal, nunca apenas pela infecção respiratória leve ou moderada.

Evidências científicas e diretrizes:
A SBP, Ministério da Saúde, OPAS/OMS orientam manter a amamentação nas mães com COVID-19 pela ausência de transmissão comprovada pelo leite e pelos muitos benefícios do aleitamento.
Exemplo prático: Mulher testando positivo para SARS-CoV-2, se estável, amamentará normalmente, utilizando máscara e higienizando as mãos.

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Comentários

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O texto apresentado está incorreto, pois não é recomendado que a mãe com Covid-19 positivo amamente o recém-nascido na sala de parto. De acordo com as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria e do Ministério da Saúde, a mãe deve ser orientada a extrair o leite e o recém-nascido deve ser alimentado com leite materno pasteurizado ou fórmula infantil na sala de parto, caso a mãe não tenha condições de estabilidade clínica. Portanto, a alternativa está incorreta ao afirmar que o aleitamento materno pode ser mantido, mesmo que a mãe esteja com Covid-19 positivo.

O que há de errada nessa alternativa?

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