A pesquisa laboratorial que tem relação direta entre a dosa...

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Q2919154 Medicina
A pesquisa laboratorial que tem relação direta entre a dosagem e a clínica ocupacional é:
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Tema central: Esta questão avalia o conhecimento sobre monitoramento laboratorial de exposições ocupacionais a agentes químicos, sendo fundamental na atuação do Médico do Trabalho. Envolve a relação direta entre exame laboratorial, exposição ocupacional e sintomas clínicos — essencial para identificação de intoxicações ambientais que podem comprometer a saúde do trabalhador.

Justificativa para a alternativa correta (D):

O monitoramento da acetilcolinesterase no sangue é o exame mais diretamente relacionado à clínica ocupacional de trabalhadores expostos a agrotóxicos organofosforados e carbamatos. Segundo as “Diretrizes Nacionais para a Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos”, “a avaliação da exposição ocupacional a agrotóxicos pode ser realizada por meio […] da dosagem de colinesterases (acetilcolinesterase e butirilcolinesterase) no sangue. A inibição dessas enzimas é um indicador da exposição a agrotóxicos organofosforados e carbamatos.”

Clinicamente, inibição da acetilcolinesterase pode causar sintomas neuromusculares como cefaleia, tontura, náusea, fadiga e até insuficiência respiratória. A relação direta entre dosagem e clínica permite o acompanhamento eficaz do trabalhador exposto, servindo como ferramenta de prevenção e intervenção precoce.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) chumbo na urina: Embora útil na exposição a chumbo, o biomarcador padrão é o chumbo no sangue, pois apenas a fração sanguínea reflete exposição recente e correlaciona-se melhor com sintomas agudos.
  • B) mercúrio no sangue: Exposição a mercúrio pode ser monitorada em sangue, mas a melhor relação clínica é encontrada na dosagem urinária (especialmente na exposição ao mercúrio metálico), além de não ser o exame de escolha para investigação laboratorial de sintomas ocupacionais em geral.
  • C) manganês no sangue: A dosagem sanguínea de manganês tem baixa especificidade e sensibilidade, não sendo indicada para monitoramento clínico ocupacional; sintomas neurológicos aparecem tardiamente e a correlação laboratorial>clínica é fraca.
  • E) flúor em ar expirado: O monitoramento da exposição ao flúor é feito pela dosagem urinária e não pela análise do ar expirado.

Estratégia para provas: Atenção à relação direta entre o exame solicitado e o quadro clínico do trabalhador. Desconfie de alternativas que apresentam biomarcadores pouco específicos ou usados apenas monitoramento ambiental, sem relação clara com manifestações clínicas.

Esse tipo de questão exige domínio dos protocolos oficiais recomendados pelo Ministério da Saúde e prática em interpretar laudos laboratoriais correlacionados à exposição ocupacional. A consulta a obras como “Harrison’s Principles of Internal Medicine” e o acompanhamento dos manuais do MS contribuem muito para a preparação.

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