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Q4237978 Medicina
Homem, 48 anos de idade, com diagnóstico conhecido de hepatite B crônica HBeAg negativa, comparece à consulta com exames: ALT 87 U/L, HBV-DNA 78.000 UI/mL, HBsAg positivo. Elastografia hepática: 12,5 kPa. Qual a melhor conduta terapêutica neste caso? 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Pelas diretrizes EASL citadas na base, hepatite B crônica HBeAg negativa com HBV-DNA >=2.000 UI/mL, ALT elevada e/ou fibrose significativa tem indicação de tratamento antiviral; aqui há HBV-DNA de 78.000 UI/mL, ALT 87 U/L e elastografia de 12,5 kPa, compatível com fibrose significativa/avançada no contexto descrito, o que afasta observação isolada e leva ao início de tenofovir ou entecavir.

Tema central: Indicação de antiviral na hepatite B crônica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque conduta expectante só faria sentido se o perfil fosse de infecção crônica inativa, o que exige HBV-DNA baixo, ALT persistentemente normal e ausência de fibrose relevante. Neste caso ocorre o oposto: HBV-DNA de 78.000 UI/mL, ALT elevada e elastografia sugestiva de fibrose significativa/avançada. Postergar tratamento por 6 meses, nesse cenário, contraria o critério de indicação antiviral descrito na base.
B
Certa
A alternativa correta é a que inicia análogo nucleos(t)ídico de primeira linha, porque o caso não corresponde a fase inativa. Há replicação viral relevante, lesão hepatocelular bioquímica e marcador não invasivo de fibrose avançada. Segundo a base, tenofovir e entecavir são as terapias de escolha por alta potência e alta barreira genética à resistência, e a biópsia não é necessária quando esses dados já estabelecem a indicação terapêutica.
C
Errada
Está errada porque a biópsia hepática não é etapa obrigatória quando já existem elementos suficientes para decidir tratar. A base afirma que a elastografia é método não invasivo aceito para estimar fibrose e que, associada a ALT elevada e viremia relevante, basta para estabelecer a indicação terapêutica. Exigir biópsia aqui atrasaria uma conduta já indicada.
D
Errada
Está errada porque interferon não é a melhor resposta padrão diante de indicação clara para terapia de primeira linha com análogos nucleos(t)ídicos de alta barreira genética. Além disso, a formulação da alternativa é conceitualmente inadequada: o paciente já é HBeAg negativo, então 'tentar soroconversão' de HBeAg não é a meta pertinente nesse perfil. O objetivo terapêutico relevante, segundo a base, é supressão viral sustentada, com preferência por tenofovir ou entecavir.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre HBeAg negativo e portador inativo. HBeAg negativo, isoladamente, não exclui doença ativa; a decisão depende de ALT, carga viral e fibrose.
Dica para questões semelhantes
  • Em hepatite B crônica HBeAg negativa, não classifique como fase inativa sem conferir HBV-DNA, ALT e presença de fibrose.
  • HBV-DNA acima de 2.000 UI/mL com ALT elevada e/ou fibrose significativa já sustenta indicação de tratamento antiviral.
  • Elastografia pode ser suficiente para apoiar a decisão terapêutica; biópsia não é obrigatória quando a indicação já está estabelecida.
  • Como resposta padrão de prova para doença ativa com indicação de tratamento, pense em tenofovir ou entecavir.

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