Mulher, 66 anos de idade, diagnosticada com hepatite C crôn...

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Q4237975 Medicina
Mulher, 66 anos de idade, diagnosticada com hepatite C crônica (genótipo 3), com carga viral detectável, ALT: 54 U/L, plaquetas 230.000, sem comorbidades, sem sinais de doença hepática avançada; previamente não tratada. Qual a conduta mais apropriada para a paciente apresentada?
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Em hepatite C crônica com RNA detectável, virgem de tratamento e sem cirrose/doença hepática avançada, a base determina uso de antivirais de ação direta; para genótipo 3 sem cirrose, a recomendação citada é sofosbuvir + velpatasvir por 12 semanas.

Tema central: Tratamento da hepatite C crônica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a base diferencia claramente hepatite C aguda de hepatite C crônica. Em infecção crônica com RNA detectável, a conduta é tratar para resposta virológica sustentada, e não aguardar queda espontânea da carga viral. Esperar negativação espontânea neste contexto é conduta omissiva e contrária ao critério terapêutico atual.
B
Certa
A alternativa B corresponde ao esquema de primeira linha sustentado pela base para HCV crônico genótipo 3 em paciente previamente não tratada e sem cirrose. O ponto decisivo não é a ALT discretamente elevada nem a idade, mas sim o conjunto: infecção crônica com viremia detectável, ausência de doença hepática avançada e elegibilidade para antivirais de ação direta. Nesse cenário, sofosbuvir + velpatasvir por 12 semanas é conduta apropriada segundo a diretriz e o protocolo oficial mencionados na base.
C
Errada
Está errada porque interferon peguilado + ribavirina é esquema historicamente utilizado, mas não é a conduta indicada para este cenário de hepatite C crônica genótipo 3, virgem de tratamento. A base favorece antivirais de ação direta, que constituem a opção apropriada entre as alternativas.
D
Errada
Está errada porque a decisão de tratar hepatite C crônica elegível a DAA não depende de biópsia hepática obrigatória. A base deixa expresso que o estadiamento de fibrose pode ser feito por métodos não invasivos e que biópsia não é requisito pré-tratamento, especialmente quando o enunciado já informa ausência de sinais de doença hepática avançada.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre manejo da hepatite C aguda e da crônica e, ao mesmo tempo, tenta resgatar condutas antigas: observar carga viral, usar interferon/ribavirina ou exigir biópsia antes de tratar. O critério que desfaz a dúvida é reconhecer que se trata de HCV crônico genótipo 3, treatment-naive, sem cirrose, cenário de DAA por 12 semanas.
Dica para questões semelhantes
  • Em hepatite C crônica com RNA detectável, pense primeiro em indicação de antiviral de ação direta, não em observação expectante.
  • Para genótipo 3 sem cirrose e sem tratamento prévio, memorize que sofosbuvir + velpatasvir por 12 semanas é esquema compatível com diretriz atual.
  • Não trate biópsia hepática como etapa obrigatória para iniciar terapia quando a questão já caracteriza paciente elegível e sem sinais de doença avançada.

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