Sobre a mononucleose infecciosa, assinale a alternativa INC...
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Comentário da Questão – Mononucleose Infecciosa
Tema central: A mononucleose infecciosa, chamada popularmente de “doença do beijo”, é uma infecção viral causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr (EBV), pertencente à família dos herpesvírus. O quadro típico envolve febre, odinofagia (dor de garganta), linfadenomegalias (aumento dos linfonodos), mal-estar e, em alguns casos, esplenomegalia.
Justificativa da alternativa INCORRETA (C):
A alternativa C (“A infecção pelo EBV é comum em países desenvolvidos.”) é a INCORRETA. Isso ocorre porque a afirmativa, embora à primeira vista possa parecer correta, simplifica demais o contexto epidemiológico. O EBV é altamente prevalente no mundo (cerca de 95% da população adulta tem contato ao longo da vida). Nos países desenvolvidos, a infecção aguda costuma acontecer na adolescência ou início da vida adulta, enquanto nos países em desenvolvimento geralmente ocorre na infância (e costuma ser assintomática).
Portanto, não é que a infecção seja mais comum nesses países, mas sim que o período de maior incidência difere.
Dica de interpretação: Preste atenção ao uso de expressões amplas e generalistas em enunciados e alternativas, pois muitas vezes omitem detalhes epidemiológicos essenciais (pegadinha frequente em provas).
Análise das demais alternativas:
- A – Correta. O EBV faz parte da família dos herpesvírus e é o principal agente da mononucleose infecciosa (HARRISON, 21ª ed.).
- B – Correta. Febre, mal-estar, odinofagia e linfadenomegalia são clássicos dos quadros sintomáticos.
- D – Correta. A associação entre EBV e doenças proliferativas, como o linfoma de Burkitt, é bem estabelecida (UpToDate; Harrison).
- E – Correta. O EBV pode ser excretado na saliva por até seis meses ou mais após o quadro agudo (Manual MSD; UpToDate).
Evidências e protocolos:
Estudo epidemiológico brasileiro citado revela que há alta soroprevalência mesmo em adultos jovens e escolarizados, reforçando a necessidade de análise cuidadosa do perfil epidemiológico. Segundo Harrison (p. 1248, ed. 21): “A infecção primária pelo vírus Epstein-Barr na infância é usualmente assintomática; já na adolescência e idade adulta associa-se frequentemente ao quadro clássico de mononucleose infecciosa.”
Resumo: Conhecer os detalhes epidemiológicos e clínicos é fundamental para evitar erros em questões semelhantes.
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