Homem, 62 anos de idade, assintomático, realiza tomografia ...

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Q4237960 Medicina
Homem, 62 anos de idade, assintomático, realiza tomografia abdominal por investigação de dor lombar e é identificado um nódulo pancreático de 2,5 cm no corpo do pâncreas, sem dilatação do ducto pancreático. Exames laboratoriais estão normais, sem elevação de marcadores tumorais. A ressonância magnética com colangiopancreatografia mostra lesão cística com septações finas. Qual é a conduta mais adequada para esse paciente?
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Lesão cística pancreática incidental de 2,5 cm, em paciente assintomático, sem dilatação do ducto pancreático, sem marcadores tumorais elevados e sem sinais de alto risco, sugere cisto de baixo risco; nesses casos, a conduta é vigilância com imagem seriada, não cirurgia, PAAF rotineira ou quimioterapia.

Tema central: Cisto pancreático incidental
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque cirurgia imediata exige suspeita relevante de malignidade ou estigmas de alto risco, que não estão presentes. A lesão é cística, tem 2,5 cm, foi encontrada incidentalmente, o paciente está assintomático, não há dilatação ductal e os exames laboratoriais são normais. Indicar ressecção pancreática nesse contexto expõe o paciente a morbidade sem critério médico sustentado pelos achados.
B
Certa
A alternativa B está correta porque a lesão descrita tem perfil de baixo risco para malignidade imediata. O ponto decisivo é a ausência de estigmas de alto risco ou características preocupantes maiores: não há sintomas, não há dilatação do ducto pancreático principal, não há componente sólido informado, nem evidência laboratorial de neoplasia agressiva. Nesse cenário, o manejo habitual é seguimento radiológico seriado para detectar eventual crescimento, aparecimento de nódulo mural ou alteração ductal. A presença de septações finas indica lesão cística, mas, isoladamente, não impõe ressecção.
C
Errada
Está errada porque PAAF não é exame obrigatório em toda lesão cística pancreática e não constitui método de diagnóstico definitivo universal. Seu papel é seletivo, quando há dúvida diagnóstica relevante ou características de risco capazes de mudar a conduta. Aqui, como a lesão já apresenta perfil de baixo risco e a conduta inicial adequada é vigilância, a punção invasiva não se justifica como passo obrigatório.
D
Errada
Está errada porque quimioterapia neoadjuvante é estratégia voltada a neoplasias malignas confirmadas ou altamente suspeitas em cenários específicos, o que não corresponde ao caso. O enunciado descreve lesão cística incidental sem sinais de agressividade, sem diagnóstico de câncer invasivo e sem base para tratamento oncológico sistêmico. Aplicar conduta de adenocarcinoma pancreático sólido aqui é erro de enquadramento clínico.
Pegadinha da questão
A banca usa o termo inicial "nódulo pancreático" para induzir raciocínio de tumor sólido e cirurgia, mas a RM redefine o achado como lesão cística com septações finas e sem sinais de alto risco. Outra armadilha é supervalorizar o tamanho de 2,5 cm isoladamente, que não basta para indicar ressecção imediata nesse cenário.
Dica para questões semelhantes
  • Em lesão cística pancreática incidental, procure primeiro sinais de alto risco: dilatação do ducto principal, componente sólido/nódulo mural, sintomas ou evidências laboratoriais de neoplasia.
  • Tamanho isolado não decide cirurgia quando faltam outros achados preocupantes; o conjunto clínico-radiológico é o que determina a conduta.
  • PAAF ecoendoscópica não é etapa obrigatória nem diagnóstica definitiva para todo cisto pancreático; ela é reservada para dúvida diagnóstica ou quando o resultado pode mudar a decisão.
  • Não aplique algoritmo de adenocarcinoma pancreático sólido a uma lesão cística incidental sem sinais de agressividade.

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