Mulher, 50 anos de idade, com colite ulcerativa, pancolite h...

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Q4237952 Medicina
Mulher, 50 anos de idade, com colite ulcerativa, pancolite há 12 anos, em tratamento com imunobiológico, sem sintomas no momento. Qual a recomendação quanto à vigilância para câncer colorretal?
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na colite ulcerativa com acometimento extenso do cólon e longa duração, a vigilância para câncer colorretal deve ser colonoscópica, iniciada em torno de 8 anos após o início da doença/sintomas e repetida em intervalos de 1 a 3 anos conforme estratificação de risco; como a paciente tem pancolite há 12 anos, a alternativa compatível é a D.

Tema central: Vigilância do câncer colorretal na pancolite
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por dois motivos técnicos: fixa intervalo de 5 anos para todos e ignora o tempo de doença. Na retocolite ulcerativa extensa, a vigilância depende justamente da duração do acometimento colônico e da estratificação de risco; não é correto dizer 'independentemente do tempo de doença'. Além disso, em pancolite de longa duração, o seguimento costuma ser mais estreito que um esquema fixo de 5 anos.
B
Errada
Está errada porque pesquisa anual de sangue oculto não é o método de vigilância indicado na colite ulcerativa extensa. O alvo aqui é detectar displasia associada à inflamação crônica, o que exige avaliação mucosa por colonoscopia. Teste fecal não substitui vigilância colonoscópica nesse grupo de maior risco.
C
Errada
Está errada porque transforma colonoscopia anual em regra universal. A base admite que a cromoscopia é técnica útil e valorizada para melhorar a detecção de displasia, mas isso não implica periodicidade anual para toda paciente com pancolite. O intervalo deve ser estratificado por risco adicional; exame anual fica reservado a cenários de maior risco, que não foram informados no caso.
D
Certa
A alternativa D está correta porque aplica os três elementos que definem a vigilância nesse cenário: método adequado, momento de início e periodicidade. Em retocolite ulcerativa com acometimento extenso do cólon, o risco de neoplasia colorretal aumenta com a duração e a extensão da inflamação; por isso, a vigilância não segue o rastreamento populacional, e sim colonoscopia periódica. A base informa que essa vigilância se inicia cerca de 8 anos após o início da doença/sintomas, e que o intervalo subsequente é ajustado por risco, tipicamente entre 1 e 3 anos. Como a paciente tem pancolite há 12 anos, ela se enquadra exatamente nesse modelo de seguimento.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre rastreamento populacional de câncer colorretal e vigilância específica da doença inflamatória intestinal: nesta paciente, estar assintomática e ter 50 anos não muda o fato de que a conduta é definida pela pancolite de 12 anos, com colonoscopia periódica e não com sangue oculto nem com intervalo fixo universal.
Dica para questões semelhantes
  • Em DII com acometimento colônico extenso, pense em vigilância específica por colonoscopia, não em rastreamento populacional habitual.
  • Use três chaves para resolver: extensão da doença, tempo de evolução e intervalo baseado em risco.
  • Não transforme técnica de exame, como cromoscopia, em justificativa automática para periodicidade anual.
  • Ausência de sintomas atuais não exclui vigilância quando o risco decorre de inflamação extensa e longa duração.

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