Paciente politraumatizado chega ao hospital, hemodinamicame...

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Q3909061 Medicina
Paciente politraumatizado chega ao hospital, hemodinamicamente instável, sem sangramento externo evidente, com queda progressiva de hemoglobina após volume inicial de cristaloide, tendo sido mantido acesso venoso calibroso, medidas iniciais de suporte e avaliação sequencial de leito, e encontra-se em investigação diagnóstica para identificar o sítio de perda sanguínea. Considerando aspectos técnicos de tomada de decisão frente a sangramento aparente ou oculto no contexto de trauma agudo, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A questão se resolve pelo princípio consolidado do atendimento inicial ao trauma: em sangramento externo compressível e acessível, a medida prioritária é o controle mecânico local imediato com compressão direta. Isso sustenta o gabarito B e contrasta com as alternativas que propõem postergação inadequada, conduta farmacológica imprópria ou incoerência anatômica.

Tema central: Controle inicial da hemorragia
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque hemorragia intraperitoneal traumática não é situação para acompanhamento exclusivamente clínico com adiamento da definição diagnóstica e terapêutica para ambulatório. Mesmo na ausência de peritonite e de instabilidade, o manejo exige estratificação hospitalar, monitorização e definição conforme imagem e gravidade. A alternativa confunde possibilidade de manejo não operatório intra-hospitalar em casos selecionados com postergação ambulatorial, que é tecnicamente inadequada.
B
Certa
A alternativa B está correta porque, quando a hemorragia externa é compressível e a fonte está acessível ao primeiro atendimento, a compressão direta local é a medida inicial prioritária no trauma. Trata-se de uma intervenção simples, imediata e eficaz para conter o sangramento antes de estratégias mais complexas, ao contrário das demais opções, que descrevem condutas incompatíveis com o manejo hemorrágico traumático.
C
Errada
Está errada por propor fibrinolítico precoce e anticoagulação imediata em cenário de hemorragia intratorácica traumática. Em contexto hemorrágico agudo, essas medidas tendem a agravar o sangramento, porque a lógica do tratamento é hemostasia e controle da fonte, com drenagem ou intervenção quando indicada, e não lise de coágulos ou anticoagulação.
D
Errada
Está errada por incorreção anatômica e terapêutica. Hemorragia retroperitoneal traumática não tem como manejo primordial a esplenectomia precoce, porque o baço é órgão intraperitoneal, não retroperitoneal. Além disso, sangramento retroperitoneal exige raciocínio conforme o compartimento e a estrutura lesada, além da estabilidade hemodinâmica, e não uma conduta universal desconectada da anatomia da lesão.
Pegadinha da questão
A banca descreve um caso de sangramento oculto para induzir o candidato a procurar uma resposta sobre hemorragia interna específica, mas a alternativa correta cobra um princípio geral e universal do trauma: se o sangramento for externo, compressível e acessível, a primeira medida é compressão direta local.
Dica para questões semelhantes
  • Separe primeiro hemorragia externa compressível de hemorragia interna: a externa acessível pede controle mecânico imediato.
  • Em trauma abdominal, torácico ou retroperitoneal, descarte alternativas que empurrem investigação ou tratamento para ambulatório.
  • Se a opção propõe anticoagulação ou fibrinólise em hemorragia traumática aguda, confronte com a lógica básica de hemostasia.
  • Confira sempre a coerência anatômica da conduta proposta: retroperitônio e cavidade intraperitoneal não são intercambiáveis.

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