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Q1686729 Medicina

Um paciente de 60 anos de idade, tabagista ativo, cerca de 40 anos-maço, realiza tomografia computadorizada de tórax (TCT) para rastreamento de câncer de pulmão. O paciente é assintomático, tem histórico de cardiopatia isquêmica e é portador de angina estável, porém com estenose importante de tronco de coronária esquerda. Um episódio de infarto agudo do miocárdio prévio ocorreu há um ano, e ele é usuário de AAS e clopidogrel. Desconhece outras doenças. O paciente apresenta uma TCT com evidência de nódulo de 1,2 cm em topografia de lobo pulmonar superior direito, com linfonodos em cadeia paratraqueal direita e subcarinal de 1,2 cm e 1,5 cm, respectivamente. A ressonância magnética de crânio é normal. A tomografia computadorizada de abdome também. A espirometria evidencia um volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) > 1,7 L e capacidade de difusão do monóxido de carbono (DLCO) > 70%. Foi proposta a mediastinoscopia cervical para estadiamento invasivo do mediastino.


Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.


Em virtude do infarto prévio, o paciente não tem indicação de cirurgia esse ano.

Alternativas

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Para resolver a questão apresentada, é essencial avaliar o estado clínico do paciente, especialmente considerando seu histórico de infarto agudo do miocárdio e a presença de estenose importante de tronco de coronária esquerda. Isso nos leva a considerar o risco cirúrgico e a necessidade de uma abordagem cuidadosa em possíveis intervenções.

O paciente de 60 anos, tabagista, com histórico significativo de doença cardiovascular, apresenta um nódulo pulmonar que requer estadiamento. A mediastinoscopia cervical foi proposta para o estadiamento invasivo do mediastino, sendo este um procedimento diagnóstico essencial para determinar a extensão do nódulo pulmonar.

A questão central é a afirmação de que o paciente "não tem indicação de cirurgia este ano devido ao infarto prévio". Vamos analisar esse ponto:

Justificativa para a alternativa correta (E - errado):

  • A presença de um infarto prévio não contraindica automaticamente cirurgias, especialmente se o risco-benefício for favorável, como pode ser o caso em um potencial cenário oncológico.
  • De acordo com diretrizes médicas, como as da Sociedade Brasileira de Cardiologia e a American College of Cardiology, após um infarto agudo do miocárdio, o risco cirúrgico deve ser avaliado individualmente. O tratamento cirúrgico não precisa ser adiado por um ano inteiro se o paciente estiver clinicamente estável e a cirurgia for essencial.
  • O paciente está em uso de AAS e clopidogrel, sugerindo controle adequado da sua condição cardiovascular, o que favorece a possibilidade de intervenção cirúrgica, se necessária.

Alternativa incorreta (C - certo):

  • A alternativa que considera a cirurgia contraindicada este ano está incorreta, pois, apesar do histórico de infarto, as diretrizes atuais permitem intervenções cirúrgicas em casos selecionados, principalmente se houver necessidade oncológica.
  • A decisão de adiar a cirurgia por um ano não se alinha com as práticas atuais em que a avaliação individualizada do paciente e o uso de tratamentos otimizados para estabilização da condição cardiovascular são levados em conta.

Portanto, a resposta correta é Errado (E), pois o infarto prévio, por si só, não justifica a contraindicação de qualquer cirurgia durante todo o ano, especialmente em um cenário onde o paciente pode ter um benefício significativo da intervenção.

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Comentários

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A afirmativa está incorreta. O fato de o paciente ter tido um infarto do miocárdio há um ano não implica necessariamente que ele não possa ser submetido a cirurgia. A indicação para cirurgia dependerá da avaliação cardiológica específica para o caso, incluindo possíveis intervenções para o controle da cardiopatia isquêmica e da estenose de tronco de coronária esquerda. Além disso, a presença do nódulo pulmonar e dos linfonodos sugere a necessidade de uma abordagem terapêutica adequada para a suspeita de câncer de pulmão. Portanto, o paciente deve ser avaliado individualmente e a decisão sobre a realização da cirurgia deve ser tomada considerando-se o risco-benefício para o paciente.

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