Segundo Luigi Pareyson, os processos artísticos têm rês mom...
I. Sempre que nos detemos em cada uma destas dimensões, presentes e vivas em todas as obras de arte, descobrimos que já foram objeto de uma longa tradição teórica e crítica, cujas formulações iniciais se encontram, com muita clareza, no pensamento grego. II. A Arte solicita um sujeito objetivo, mas ativo, não importa compreender os códigos culturais para interagir com os produtos da arte, a apreciação eleva o espectador a uma fruição do objeto artístico, proporcionando uma interpretação que dependa da mensagem e propósito, ao qual, o artista deseja como forma de expressão. As dimensões “conhecer” e “contextualizar” passam a ser pouco relevante nesse caso. III. A reflexão sobre os contextos que envolvem a produção artística precisa também possibilitar que estudemos como as representações simbólicas não se alteram em função de determinadas formas de se fazer Arte. As ideologias no fazer Arte reafirmam paradigmas e relações de poder. IV. Tendo por base as manifestações artísticas como complexas e históricas, a proposição do ensino de Arte não deve centrar unicamente o masculino, europeu, branco e burguês, mas um ensino que dialogue com as diferenças e possa revelar múltiplas possibilidades da dimensão humana. Priorizar o ensino e a aprendizagem por meio de uma história da Arte que transponha os limites geográficos e reflita sobre os contextos, que rompa separação entre o popular e o erudito, entre o artesanato e as belas-artes, termos que atualmente exigem novas reflexões.