No que concerne à unificação da Itália e suas consequências,...
Gabarito comentado
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Gabarito: D
O que precisava saber: Era necessário saber que a presença francesa garantia militarmente o poder papal em Roma e que a queda de Napoleão III, após a Guerra Franco-Prussiana, retirou essa proteção, permitindo a entrada das forças italianas em Roma em 1870. Também era preciso distinguir a tomada de Roma da solução diplomática posterior da questão do Vaticano em 1929.
Critério decisivo: A alternativa correta é a que relaciona a derrocada de Napoleão III à perda da proteção francesa ao papa, o que abriu caminho para a tomada de Roma pelas forças italianas e sua conversão em capital da Itália unificada.
- Em questões sobre a etapa final da unificação italiana, procure o vínculo entre a queda de Napoleão III, a retirada da proteção francesa ao papado e a entrada das forças italianas em Roma.
- Separe dois momentos: a ocupação de Roma em 1870 conclui a unificação, enquanto a definição diplomática da situação do Vaticano só vem em 1929.
- Não confunda referências ideológicas do Risorgimento com o fato militar e diplomático decisivo que encerra a unificação.
- Quando aparecer splendid isolation, associe primeiro à política externa britânica, não a uma consequência direta da unificação italiana.
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Comentários
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a) Não é o Tratado de Locarno, mas sim o Tratado de Latrão
b) Na realidade, foram as ópera nacionalistas de Verdi a grande influência
c) Nice e Savoia eram os condados a serem cedidos à França em recompensa pela ajuda na guerra contra a Áustria. Lembrando que Nice é, atualmente, parte da França.
e) O fim da Splendid Isolation se deu no início do ´seculo XX, com a formação de acordos com os países europeus - culminando na Entente Cordiale
O Problema da B não está na questão da ópera nacionalista de Verdi, que, em alguma medida, está coberta pelo romantismo literário, mas sim pelo republicanismo revolucionário. Havia presença dessa corrente, mas ela nem era a mais importante e nem foi a vencedora.
b) O problema do item b é tentar relacionar um prévio sentimento nacionalista à unificação da Itália. A literatura romântica e o sentimento de singularidade nacional foram importantes para a unificação alemã, mas não para a unificação italiana. Lembre da notória frase do político Mássimo D'Azeglio logo após a reunificação: "Pur troppo s'è fatta l'Italia, ma non si fanno gl'Italiani"; a tradução não literal e mais comum dessa frase é "fizemos a Itália, agora precisamos fazer os italianos."
A meu ver, o problema da B é o historicismo.
Historicistas são as correntes de análise histórica deterministas (ver o livro A Pobreza do Historicismo, de Karl Popper). O "historicismo" na questão, pelo período histórico, seria a análise de Marx e seu materialismo histórico, que enxerga a história rumo ao comunismo como algo inexorável, pois fruto das contradições internas do capitalismo. A análise marxista não é influente para a unficação italiana, pois ela é internacionalista (proletários do mundo, uni-vos!) e antinacionalista (para Marx, o nacionalismo serve à burguesia e aliena o trabalhador, pois esconde a luta de classes e a verdadeira natureza do sistema capitalista).
Ao contrário do que dizem os outros comentários, não há problema em afirmar que o romantismo literário inspirou o processo de unificação italiana. Se até mesmo no Brasil o romatismo literário nacionalista foi importante (vide José de Alencar), é claro que na Península Itálica, local muito mais próximo das principais correntes românticas europeias e incomparavelmente mais letrado que o Brasil, o romantismo literário também teve sua influência. Alguns nomes de escritores associados ao Risorgimento italiano são: Alessandro Manzoni, Giacomo Leopardi, Cesare Balbo, Vincenzo Gioberti, Giuseppe Giusti e Francesco Domenico Guerrazzi.
Comentário sobre a letra "B"...
O republicanismo revolucionário, de fato, teve nos carbonários a personificação da luta pela unificação italiana. Contudo, o Romantismo literário pregava uma volta ao passado que era a base da Restauração Europeia, destoando do mvmto. de unificação italiana.
Com a restauração das antigas monarquias, despontaram inúmeros mvmtos. dedicados a apagar as influências intelectuais que levaram a França à revolução. O romantismo firmou suas bases na busca por uma volta ao passado, contrárias à modernidade e ao racionalismo prático dos iluministas.
O surgimento do Romantismo como forma de expressão política aparece primeiramente na Alemanha, logo nas primeiras décadas do séc. XIX. Mesmo exercendo grande influência em uma das vertentes nacionalistas, segundo Cassirer, nunca houve uma teoria clara e coerente, nem se mostraram firmes na sua atitude, sendo impossível atribuir a eles ideias políticas fixas, definidas e inquestionáveis. Para o autor, o romantismo estava mais próximo do campo espiritual do que da ação cotidiana.
Sobre a função do romantismo nos mvmtos. de unificação nacional, Scheidt afirma: "Embora o romantismo seja usualmente vinculado a políticas conservadoras, de reação ao Iluminismo e com propostas de um 'retorno ao passado', ele, na verdade, caracterizava-se como um mvmto. heterogêneo, adquirindo diversas conotações em diferentes contextos. Se, de fato, na ALE o romantismo esteve associado ao conservadorismo, na Itália, ao contrário, a maioria dos românticos eram liberais (...). O romantismo político abarcava, ao menos, duas grandes correntes: uma conservadora, que propunha um retorno ao 'país original' e outra nacionalista e libertária, com características revolucionárias e até 'socializantes' (SCHEIDT, 2004, P. 103)"
Fonte: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/21100/000736620.pdf?...1 (Fernanda Panerai)
Comentário sobre a letra "E"...
As unificações puseram fim ao equilíbrio europeu, o que se refletiu no fim do isolamento inglês.
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