Urgências do aparelho geniturinário envolvem condições que ...
I. A torção testicular requer detorção em até ~6 horas para salvamento do testículo, sob pena de necrose isquêmica.
II. A retenção urinária aguda pode demandar sondagem vesical e investigação etiológica, diferenciando obstrução de causas neurológicas.
III. O priapismo isquêmico necessita drenagem de sangue corpóreo e eventual infusão de agonistas adrenérgicos.
IV. A anúria pós-cirúrgica sempre decorre de falência renal irreversível.
V. O escroto agudo infeccioso (ex. orquiepididimite) pode progredir para abscesso ou sepses se negligenciado.
Estão CORRETAS as afirmativas:
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: A questão se resolve pela distinção entre enunciados clinicamente consolidados e formulações absolutas: a IV é falsa porque anúria pós-cirúrgica não significa sempre falência renal irreversível, e a I não deve ser tomada como correta na forma apresentada, pois 6 horas na torção testicular é janela prognóstica de maior viabilidade, não limite absoluto de necrose. Assim, permanecem corretas II, III e V, o que conduz ao gabarito B.
- Em clínica, termos absolutos como “sempre” exigem checagem rigorosa contra o diagnóstico diferencial.
- Na torção testicular, 6 horas é referência de maior chance de salvamento, não corte absoluto de viabilidade.
- Na retenção urinária aguda, a drenagem é o passo inicial, mas a investigação etiológica também faz parte do manejo.
- No priapismo isquêmico, reconhecer o tipo é decisivo porque ele exige descompressão cavernosa e pode requerer agonista alfa-adrenérgico.
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