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Q396278 Serviço Social
Ricardo Antunes, no livro Os Sentidos do Trabalho. Ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho (1999), apresenta uma noção ampliada de classe trabalhadora. Utilizando a expressão “classe-que-vive- do-trabalho”, o autor quer evidenciar:
Alternativas

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Alternativa correta: D - a nova composição da classe trabalhadora que inclui todos aqueles e aquelas que vendem sua força de trabalho em troca de salário: o proletariado industrial, os assalariados do setor de serviços, o proletariado rural, o proletariado precarizado.

Tema Central da Questão:

A questão aborda o conceito de classe trabalhadora segundo a perspectiva de Ricardo Antunes, especialmente em seu livro "Os Sentidos do Trabalho". O entendimento da composição da classe trabalhadora contemporânea é essencial para compreender as dinâmicas do mercado de trabalho e as condições sociais e econômicas dos trabalhadores.

Resumo Teórico:

Ricardo Antunes amplia o conceito tradicional de classe trabalhadora com a expressão "classe-que-vive-do-trabalho", incluindo não apenas os trabalhadores industriais, mas também aqueles que, de alguma forma, trocam sua força de trabalho por salário. Isso abrange uma variedade de setores e condições laborais, refletindo mudanças no cenário econômico global.

Justificativa da Alternativa Correta:

A alternativa D é a correta porque reconhece a inclusão de todos os tipos de trabalhadores que dependem de seu trabalho para sobreviver. Isso inclui o proletariado industrial, rural, e aqueles no setor de serviços e em condições precarizadas. Essa visão está alinhada com a crítica de Antunes ao capitalismo contemporâneo, que produz formas mais diversificadas e precarizadas de trabalho.

Análise das Alternativas Incorretas:

A: A opção A está incorreta porque inclui gestores do capital e altos funcionários como parte da classe trabalhadora, o que não se alinha à perspectiva de Antunes. Esses indivíduos, embora possam ser assalariados, têm interesses mais próximos dos donos do capital do que dos trabalhadores comuns.

B: A opção B exclui os desempregados da classe trabalhadora, o que não está de acordo com a visão de Antunes. Mesmo desempregados, esses indivíduos ainda pertencem à classe que depende do trabalho para viver, como potencialmente ativos no mercado de trabalho.

C: A opção C está parcialmente correta ao incluir trabalhadores terceirizados e subcontratados, mas limita a classe trabalhadora a "trabalhadores produtivos" apenas, não abrangendo a totalidade dos que vivem do trabalho, como apontado por Antunes.

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a nova composição da classe trabalhadora que inclui todos aqueles e aquelas que vendem sua força de trabalho em troca de salário: o proletariado industrial, os assalariados do setor de serviços, o proletariado rural, o proletariado precarizado

"Para Antunes, a classe-que-vive-do-trabalho diz respeito à totalidade de homens e mulheres, produtivos e improdutivos, desprovidos de meios de produção e que são constrangidos a vender sua força de trabalho no campo e na cidade em troca de salário; ou seja: o proletariado industrial e rural, os trabalhadores terceirizados, subcontratados, temporários, os assalariados do setor de serviços, os trabalhadores de telemarketing call centers, além dos desempregados. "

https://journals.openedition.org/configuracoes/2192#:~:text=11Para%20Antunes%2C%20a%20classe,industrial%20e%20rural%2C%20os%20trabalhadores

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