Acerca das litíases do trato geniturinário, leia as afirmat...

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Q3293905 Medicina
Acerca das litíases do trato geniturinário, leia as afirmativas abaixo:
I. Os cálculos de estruvita relacionam-se a infecções por organismos urease-positivos, elevando pH urinário.
II. Os cálculos de ácido úrico costumam ser radiotransparentes na radiografia simples, requerendo TC para detecção.
III. A avaliação metabólica global é indicada em quadros recorrentes ou complicados, apoiando prevenção.
IV. A tamsulosina pode auxiliar eliminação de cálculos ureterais distais, relaxando ureter.
V. A litotripsia extracorpórea (LECO) é opção terapêutica em cálculos renais de diâmetro limitado, conforme composição.
Estão CORRETAS as afirmativas:
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: litíase urinária – composição dos cálculos, diagnóstico por imagem, avaliação metabólica, terapia expulsiva e escolha da modalidade terapêutica.

Gabarito correto: D (todas as afirmações verdadeiras).

Justificativa:

I – Cálculos de estruvita (fosfato de magnésio e amônio) surgem em infecções por bactérias urease-positivas (ex.: Proteus, Klebsiella), que hidrolisam ureia em amônia, elevando o pH urinário e favorecendo cristais; podem formar “staghorn”. (EAU 2024; UpToDate)

II – Cálculos de ácido úrico são radiotransparentes na radiografia simples; a confirmação costuma exigir TC sem contraste (padrão-ouro) ou ultrassom. (AUA/EAU; Harrison)

IIIAvaliação metabólica é indicada em recorrência, cálculos bilaterais, rim único, crianças, urato/cistina, nefrocalcinose. Inclui urina de 24h (volume, cálcio, oxalato, citrato, sódio, ácido úrico) e exames séricos (cálcio, PTH). Suporta prevenção. (EAU 2024)

IVTamsulosina (bloqueador α1) relaxa o ureter distal e pode aumentar a expulsão de cálculos ureterais distais, especialmente 5–10 mm, reduzindo dor/intervenções. (EAU 2024 recomenda considerar MET em ureter distal ≥5 mm)

VLECO (ESWL) é opção para cálculos renais de pequeno a moderado diâmetro (geralmente ≤20 mm), com melhor resposta em cálculos radiopacos e menos duros; composição e localização importam. (EAU/AUA)

Estratégia de prova: associe pH alto + infecção → estruvita; radiotransparente → ácido úrico; dor ureteral distal → considerar tamsulosina; cálculo pequeno renal → LECO; recorrência → avaliação metabólica.

Pegadinhas: ácido úrico não aparece na radiografia; TC deve ser sem contraste. Nem todo cálculo responde bem à LECO (pior em cistina e oxalato de cálcio monohidratado).

Por que as outras alternativas estão erradas?

A (I, II, III): ignora que IV (tamsulosina) e V (LECO) também estão corretas.

B (II, IV): desconsidera as corretas I (estruvita e pH), III (avaliação metabólica) e V (LECO).

C (I, III, V): omite as corretas II (radiotransparência do urato) e IV (tamsulosina).

Aplicação clínica rápida: urato: alcalinizar urina (citrato de potássio) e hidratar; estruvita: tratar infecção e remover cálculo; considerar LECO para cálculos renais ≤20 mm; MET com tamsulosina para ureter distal ≥5 mm.

Referências essenciais: EAU Guidelines on Urolithiasis 2024; AUA Surgical Management of Stones; UpToDate (Kidney stone disease); Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Resposta: D.

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