Sobre os estados intersexuais e a embriologia do sistema ge...
Sobre os estados intersexuais e a embriologia do sistema geniturinário, leia as afirmativas abaixo:
I. A diferenciação gonadal inicia em torno da 6ª semana, influenciada por genes e hormônios.
II. Alterações nos ductos de Wolff ou Müller podem comprometer uretra, epidídimos ou trompas.
III. A hiperplasia adrenal congênita pode gerar ambiguidade genital em genótipo XX.
IV. Falhas no receptor androgênico podem inviabilizar a masculinização em genótipo XY.
V. O manejo multidisciplinar (urologia, endocrinologia, psicologia) é fundamental para decisão terapêutica e social.
Estão CORRETAS as afirmativas:
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Tema central: Estados intersexuais e embriologia do sistema geniturinário abordam o desenvolvimento dos órgãos sexuais e variações que podem ocorrer, especialmente quando há divergência entre genótipo e fenótipo sexual.
Análise das afirmativas:
I. A diferenciação gonadal realmente se inicia por volta da 6ª semana gestacional, sob influência dos genes (principalmente o SRY do Y) e hormônios testiculares ou ovarianos. Isso fundamenta a base do desenvolvimento sexual e é conceito-chave em embriologia. (Referência: Langman, Embriologia Médica).
II. Ductos de Wolff (masculino) e de Müller (feminino) originam estruturas como epidídimo, uretra, trompas de Falópio. Alterações nesses ductos podem, sim, comprometer o desenvolvimento normal dessas estruturas. Portanto, a afirmativa está adequada à fisiologia.
III. Hiperplasia adrenal congênita (HAC) em genótipo XX leva à produção excessiva de andrógenos, resultando em ambiguidade genital, fenômeno clássico descrito em protocolos da SBP e literatura de pediatria.
IV. A falha no receptor de androgênio leva à Síndrome de Insensibilidade Androgênica, inviabilizando a masculinização em fetos XY, resultando em fenótipo feminino ou ambíguo – conceito consagrado em endocrinologia (Harrison’s, 21ª Ed.)
V. O manejo multidisciplinar é essencial, conforme recomenda o Ministério da Saúde, envolvendo urologia, endocrinologia, psicologia e equipe multiprofissional para decisões terapêuticas e sociais adequadas.
Justificativa da alternativa correta:
Todas as afirmativas estão corretas e sintonizadas com diretrizes e evidências atuais. O item D é o único que contempla todas essas informações do ponto de vista clínico e embriológico.
Análise crítica das alternativas incorretas:
As demais opções excluem afirmativas corretas, como o manejo multidisciplinar ou aspectos fundamentais da diferenciação embrionária, mostrando inconsistência com a prática clínica e protocolos oficiais.
Estratégia para provas:
Atenção a termos como “inviabilizar”, “pode gerar” e “fundamental”, pois expressam relações diretas e essenciais no tema. Sempre avalie se as afirmativas excluídas nas alternativas erradas não tratam de conceitos consagrados na literatura. O conhecimento da embriologia básica e dos principais distúrbios do desenvolvimento sexual é fundamental para lidar com pegadinhas e ambiguidade de termos.
Gabarito: D
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