Em relação às manifestações clínicas das Hepatites virais, ...

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Q1717279 Medicina
Em relação às manifestações clínicas das Hepatites virais, é incorreto afirmar que:
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Tema central: As hepatites virais constituem um grupo de infecções causadas por diferentes vírus (A, B, C, D, E), com apresentações clínicas e prognósticos variados. Entender suas manifestações e, especialmente, as peculiaridades da hepatite D, é crucial para acertar questões desse tipo em concursos.

Justificativa da alternativa incorreta (B):

A alternativa B afirma que a cronicidade é mais alta na coinfecção HBV/HDV e baixa na superinfecção. Isso está incorreto.

Conforme o Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (2023): “Na superinfecção por HDV, as chances de evoluir para a cronicidade são elevadas, próximo de 70%; na coinfecção aguda, por volta de 5%.” (Guia de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde, 2023, p. 227).

Explicando:

  • Coinfecção HBV/HDV: Infecção simultânea, geralmente evolui para resolução espontânea (cronicidade ~5%).
  • Superinfecção: Ocorre quando o paciente já é portador crônico de HBV e adquire HDV. Aqui, o risco de cronicidade é bem mais alto (~70%).

Estratégia de prova: Fique atento à inversão de conceitos e percentuais clássicos em questões sobre coinfecção/superinfecção, pois são pontos frequentes de “pegadinha”. Os detalhes numéricos costumam ser explorados em provas.

Análise das alternativas corretas:

A) Correta. Define, segundo protocolos, o conceito de portador assintomático: replicação viral baixa/ausente, ausência de inflamação hepática significativa.

C) Correta. Hepatite fulminante envolve degeneração/necrose maciça dos hepatócitos, podendo evoluir rapidamente para coma hepático.

D) Correta. Traz as manifestações clínicas clássicas da fase aguda: com o início da icterícia, geralmente há diminuição dos sintomas prodrômicos e presença de hepatomegalia dolorosa, podendo haver esplenomegalia.

Resumo crítico: Os conceitos-chave da evolução da hepatite D estão bem descritos em diretrizes oficiais. Essa questão testa tanto memorização de conceitos epidemiológicos quanto atenção a detalhes. Revisar tabelas/quadros comparativos é excelente estratégia para esse tema.

Referências: Ministério da Saúde, “Guia de Vigilância em Saúde”, 2023; Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Hepatite B e Coinfecções.

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A alternativa correta é a letra B, que afirma que a cronicidade é elevada na coinfecção da Hepatite D, chegando a mais de 70% dos casos, e menor na superinfecção, por volta de 5%. As demais alternativas estão incorretas. A alternativa A é verdadeira, indivíduos com infecção crônica, que não apresentam manifestações clínicas, com replicação viral baixa ou ausente e que não apresentam evidências de alterações graves à histologia hepática, são considerados portadores assintomáticos. A alternativa C está incorreta, a fisiopatologia da hepatite fulminante está relacionada à degeneração e necrose maciça dos hepatócitos, mas o quadro neurológico progride para o coma ao longo de poucas horas, e não dias. A alternativa D também está incorreta, com o aparecimento da icterícia, em geral, há melhora dos sintomas prodrômicos e não diminuição. Além disso, a hepatomegalia pode ocorrer, mas geralmente não é dolorosa, e a esplenomegalia é mais comum na Hepatite B e C crônica.

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