Uma criança de 6 anos de idade, sexo masculino, com peso de 18 kg, foi levada ao pronto atendimento pela mãe com
história de febre há três dias, de início súbito, com picos de até 39,2 °C, associada a tosse inicialmente seca, que evoluiu
para produtiva, além de piora progressiva do estado geral.
A mãe relata que a criança apresenta cansaço aos mínimos esforços, recusa alimentar importante e episódios de
irritabilidade alternados com sonolência. Nas últimas 24 horas, observou respiração mais rápida e esforço para respirar,
com “afundamento da barriga durante a respiração”.
Ao exame físico, o paciente encontra-se em regular estado geral, febril (38,7 °C), prostrado e irritado durante a avaliação.
Apresenta taquipneia, com aumento do esforço respiratório, evidenciado por tiragem intercostal e subcostal leve, além de
batimento discreto de asas nasais. A ausculta pulmonar revela presença de roncos em base pulmonar direita, com redução
do murmúrio vesicular na mesma região. A tosse é frequente e produtiva. A saturação periférica de oxigênio em ar
ambiente encontra-se em 93%.
A família nega comorbidades prévias relevantes. O quadro clínico é compatível com infecção respiratória, sugestiva de
pneumonia bacteriana adquirida na comunidade, e foi indicada antibioticoterapia intravenosa.
Foi prescrita ceftriaxona 75 mg/kg/dia, em dose única diária, por via intravenosa.
Observação: até 1g, a medicação pode ser infundida sem diluição prévia, para infusão contínua em 40 mL de solução
(fisiológica ou glicosada), em 30 minutos.
A farmácia disponibiliza frascos de ceftriaxona de 1g, ampolas de 10 mL de diluentes e frascos de 100 mL de soro
fisiológico 0,9%.
A medicação foi reconstituída com a utilização dos diluentes, diluída em solução fisiológica e iniciada a infusão, na criança,
em qual gotejamento?