O pensar certo sabe, por exemplo, que não é a partir dele
como um dado, que se conforma à prática docente crítica,
mas sabe também que sem ele não se funda aquela. A
prática docente crítica, implicante do pensar certo,
envolve o movimento dinâmico, dialético, entre o fazer e
o pensar sobre o fazer. O saber que a prática docente
espontânea ou quase espontânea, “desarmada”,
indiscutivelmente produz é um saber ingênuo, um saber
de experiência feito, a que falta a rigorosidade metódica
que caracteriza a curiosidade epistemológica do sujeito.
Este não é o saber que a rigorosidade do pensar certo
procura. Por isso, é fundamental que, na prática da
formação docente, o aprendiz de educador assuma que o
indispensável pensar certo não é presente dos deuses
nem se acha nos guias de professores que iluminados
intelectuais escrevem desde o centro do poder, mas, pelo
contrário, o pensar certo que supera o ingênuo tem que
ser produzido pelo próprio aprendiz em comunhão com o
professor formador. E preciso, por outro lado, reinsistir em
que a matriz do pensar ingênuo como a do crítico é a
curiosidade mesma, característica do fenômeno vital.
Neste sentido, indubitavelmente, é tão curioso o professor
chamado leigo no interior de Pernambuco quanto o
professor de Filosofia da Educação na Universidade A ou
B. O de que se precisa é possibilitar, que, voltando-se
sobre si mesma, através da reflexão sobre a prática, a
curiosidade ingênua, percebendo-se como tal, se vá
tornando crítica.
Fonte: FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Saberes Necessários à Prática
Educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996, p.58.
Na perspectiva freireana, o saber de experiência feito, a que
falta a rigorosidade metódica, característica da curiosidade
epistemológica do sujeito, vincula-se a uma prática
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