Os desvios angulares valgo e varo, quando em potros jovens ...

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Q3877950 Veterinária
Os desvios angulares valgo e varo, quando em potros jovens e em graus leve e moderado, podem ser tratados em condições de campo por meio de elevação e transecção periostal.

Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre detalhes dessas cirurgias.


( ) O acesso cirúrgico para o tratamento de carpo valgo é feito no aspecto distolateral do rádio, proximal à placa epifisária.
( ) O acesso cirúrgico para o tratamento de tarso valgo é feito sobre o maléolo lateral da tíbia, distal à placa epifisária.
( ) O acesso cirúrgico para o tratamento de desvios angulares metacarpofalangeanos é na parte côncava do membro, com incisão de pele proximal à placa epifisária do terceiro metacarpo.
( ) O acesso cirúrgico para o tratamento de desvios angulares metatarsofalangeanos é na parte côncava do membro, com incisão de pele distal à placa epifisária do terceiro metatarso.
( ) Em certos casos de desvios angulares, o procedimento pode ser realizado na falange proximal, com acesso distal à placa epifisária proximal.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A resolução depende do princípio anatômico de que a elevação/transecção periostal é feita no lado côncavo da deformidade, junto à placa de crescimento do osso responsável, com a incisão posicionada proximal ou distal à fise conforme a topografia de cada segmento.

Tema central: Topografia periostal corretiva
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a única que acompanha corretamente a anatomia cirúrgica consolidada da técnica. No carpo valgo, o acesso no rádio distal é distolateral e proximal à fise distal, portanto a 1 é verdadeira. No tarso valgo, a descrição sobre o maléolo lateral da tíbia não corresponde ao acesso corretivo orientado pelo lado côncavo e pela fise distal da tíbia, então a 2 é falsa. Nos desvios metacarpofalangeanos, a abordagem é no lado côncavo com incisão proximal à fise distal do terceiro metacarpo, tornando a 3 verdadeira. Nos metatarsofalangeanos, a assertiva erra ao colocar a incisão distal à placa epifisária do terceiro metatarso, então a 4 é falsa. Há casos em que a falange proximal é o osso de interesse, com acesso distal à sua fise proximal, de modo que a 5 é verdadeira.
B
Errada
Incorreta porque torna verdadeiras as assertivas 2 e 4, mas ambas não respeitam a topografia correta do acesso. No tarso valgo, o ponto decisivo é o lado côncavo em relação à fise distal da tíbia, e não o maléolo lateral. No desvio metatarsofalangeano, a incisão não deve ser descrita como distal à placa epifisária do terceiro metatarso.
C
Errada
Incorreta porque nega a assertiva 1, que está correta no carpo valgo: o acesso é distolateral no rádio, proximal à fise distal. A 4 também permanece falsa, pois a posição da incisão em relação à fise distal do terceiro metatarso está descrita de forma inadequada.
D
Errada
Incorreta porque considera falsas as assertivas 1 e 5, que são compatíveis com a técnica. A 1 descreve corretamente o carpo valgo no rádio distal, e a 5 é aceitável quando a falange proximal é o segmento de interesse, com acesso distal à sua fise proximal.
E
Errada
Incorreta porque aceita como verdadeiras as assertivas 2 e 4. A 2 erra a referência anatômica do tarso valgo ao citar o maléolo lateral da tíbia, e a 4 erra a relação da incisão com a placa epifisária do terceiro metatarso.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre reconhecer a técnica e saber sua topografia exata: lado côncavo da deformidade e posição da incisão em relação à fise. Os erros mais marcados foram trocar o lado anatômico no tarso valgo e inverter proximal/distal em relação à placa epifisária dos metapódios.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro identifique o osso e a fise responsáveis pelo desvio; só depois julgue se a incisão é proximal ou distal à placa de crescimento.
  • Na elevação/transecção periostal, use como regra o lado côncavo da deformidade, não uma associação automática entre valgo e lateral ou varo e medial.
  • Em metacarpo e metatarso, a pegadinha frequente é inverter a relação da incisão com a fise distal.
  • Não exclua a falange proximal quando a questão tratar de deformidades angulares em potros; ela pode ser o segmento abordado em alguns casos.

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