Um lactente de 6 meses nasceu de parto pré-maturo e a genito...

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Q3835579 Medicina
Um lactente de 6 meses nasceu de parto pré-maturo e a genitora leva ao consultório porque não palpa o testículo direito na bolsa escrotal e tem tumoração inguinal ipsilateral.
Qual hipótese diagnóstica e condução do quadro? 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Hemiescroto vazio com tumoração inguinal ipsilateral em lactente, especialmente prematuro, indica mais provavelmente testículo retido no canal inguinal, ou seja, criptorquidia palpável; na formulação clássica cobrada, a conduta é observação inicial pela possibilidade de descida espontânea no primeiro ano, com correção cirúrgica se persistir.

Tema central: Criptorquidia palpável inguinal
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa correta reconhece o diagnóstico mais provável e a conduta cobrada pela banca. O achado decisivo é a massa inguinal do mesmo lado do testículo ausente na bolsa, o que favorece presença do testículo no canal inguinal e afasta, como hipótese principal, ausência congênita do órgão. Na leitura clássica adotada na questão, há possibilidade de descida espontânea nos primeiros meses de vida, mais lembrada em prematuros, justificando observação inicial até 1 ano e tratamento cirúrgico se persistente. Os riscos futuros da criptorquidia existem, mas não indicam orquiectomia imediata.
B
Errada
O diagnóstico de criptorquidia está compatível com o quadro, mas a conduta proposta não acompanha a lógica temporal adotada pela questão. A base informa que, em formulações clássicas de prova, admite-se acompanhamento no primeiro ano pela chance de descida espontânea, sobretudo em prematuros. Portanto, o erro está no timing da cirurgia de imediato aos 6 meses, não no reconhecimento do testículo não descido.
C
Errada
Agenesia testicular é incompatível com o principal achado semiológico do caso: tumoração inguinal ipsilateral. Se há massa no trajeto inguinal, a hipótese mais provável é testículo retido no canal inguinal, e não ausência congênita completa do testículo. A alternativa erra o diagnóstico e, por isso, também erra a condução.
D
Errada
Atrofia testicular não pode ser presumida apenas porque o testículo não está na bolsa e há massa inguinal. Esse quadro, pela base, aponta primeiro para criptorquidia palpável. Além disso, orquiectomia imediata é inadequada nesse cenário: o risco futuro de neoplasia na criptorquidia não transforma o manejo padrão em retirada imediata do testículo em lactente.
E
Errada
A alternativa parte de um diagnóstico não sustentado. O caso descrito não fornece base para concluir atrofia testicular; ao contrário, a tumoração inguinal ipsilateral favorece testículo retido. Embora orquidopexia seja cirurgia relacionada à criptorquidia, aqui ela está ancorada em uma premissa diagnóstica errada, e a justificativa de desenvolver um testículo atrófico não corresponde ao fundamento clínico do caso.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre testículo ausente da bolsa e ausência ou atrofia do órgão, mas a tumoração inguinal ipsilateral é o dado que muda o raciocínio para criptorquidia palpável. Outra armadilha é trocar a conduta clássica cobrada na prova por recomendação temporal mais precoce.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver hemiescroto vazio com massa inguinal no mesmo lado, pense primeiro em testículo retido no canal inguinal.
  • Não conclua agenesia testicular quando existe achado clínico sugerindo testículo no trajeto de descida.
  • Em questões clássicas, diferencie diagnóstico correto de conduta no tempo: a banca pode cobrar observação inicial no primeiro ano, especialmente em prematuros.
  • Risco de neoplasia, torção e subfertilidade na criptorquidia justifica correção, mas não orquiectomia imediata de rotina nesse cenário.

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