A hérnia inguinal na criança difere da do adulto pelo seguin...

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Q3835567 Medicina
A hérnia inguinal na criança difere da do adulto pelo seguinte motivo: 
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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Na criança, a hérnia inguinal é tipicamente indireta e decorre da persistência da patência do conduto peritônio-vaginal; o enunciado pede justamente essa diferença em relação ao adulto, em que predominam defeitos adquiridos da parede inguinal. Por isso, a alternativa correta é C.

Tema central: Hérnia inguinal pediátrica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui à hérnia inguinal infantil conduta expectante com possibilidade de fechamento espontâneo até 2 anos, o que não corresponde ao comportamento típico dessa hérnia. Esse raciocínio confunde hérnia inguinal com hérnia umbilical da infância. Na hérnia inguinal pediátrica, o defeito é a persistência anatômica do conduto peritônio-vaginal, com risco de encarceramento, e não uma condição definida por fechamento espontâneo esperado.
B
Errada
Está errada porque descreve hérnia direta por falha do assoalho inguinal, que é o padrão anatômico relacionado à fraqueza da parede posterior e muito mais associado ao adulto. Na criança, a hérnia inguinal típica é indireta, decorrente de persistência do conduto peritônio-vaginal, e não de defeito adquirido do assoalho.
C
Certa
A alternativa C está correta porque descreve o mecanismo clássico da hérnia inguinal na criança: persistência da patência do conduto peritônio-vaginal. Esse trajeto persistente permite a formação da hérnia pelo anel inguinal interno, o que caracteriza hérnia indireta. Esse é o ponto que diferencia a hérnia pediátrica típica das hérnias adquiridas do adulto.
D
Errada
Está errada porque parte de uma premissa fisiopatológica incorreta: na criança, a hérnia usual não decorre de falha do assoalho inguinal. Por isso, o tratamento padrão em cirurgia pediátrica é a herniotomia com ligadura alta do saco, e não reparo com tela de forma rotineira.
E
Errada
Está errada porque confunde estrangulamento com situação passível de redução manual e alta. Hérnia estrangulada implica sofrimento vascular do conteúdo herniado e exige abordagem urgente; por isso, é inadequada a conduta de redução manual seguida de alta ambulatorial, especialmente quando há evolução prolongada.
Pegadinha da questão
A banca explora a troca entre a fisiopatologia congênita da hérnia inguinal da criança, que é indireta por persistência do conduto peritônio-vaginal, e o modelo do adulto, baseado em defeito adquirido do assoalho inguinal; secundariamente, tenta confundir hérnia inguinal com hérnia umbilical ao sugerir fechamento espontâneo.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão comparar criança com adulto, procure primeiro o mecanismo: na criança, pense em persistência do conduto peritônio-vaginal; no adulto, em defeitos adquiridos da parede inguinal.
  • Persistência do conduto peritônio-vaginal corresponde a hérnia indireta; falha do assoalho inguinal corresponde a hérnia direta.
  • Na hérnia inguinal pediátrica, o tratamento padrão é herniotomia com ligadura alta do saco, não tela rotineira.
  • Não confunda hérnia estrangulada com encarceramento redutível: estrangulamento implica comprometimento vascular e urgência.

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