Gestante com 36 semanas realiza USG neonatal que evidencia a...

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Q3835548 Medicina
Gestante com 36 semanas realiza USG neonatal que evidencia alças intestinais fora da cavidade abdominal, dentro do líquido amniótico, com boa vitalidade fetal.
Neste caso, qual seria a hipótese diagnóstica e conduta? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Alças intestinais fora da cavidade abdominal e livres no líquido amniótico, sem membrana de cobertura, caracterizam gastrosquise; com boa vitalidade fetal, o gabarito é manejo perinatal especializado, não interrupção imediata.

Tema central: Gastrosquise pré-natal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada em dois pontos decisivos. Primeiro, o diagnóstico: onfalocele tem vísceras herniadas recobertas por saco membranoso; o enunciado descreve alças fora da cavidade e dentro do líquido amniótico, o que favorece gastrosquise. Segundo, a conduta: boa vitalidade fetal não sustenta interrupção imediata apenas pela presença do defeito de parede abdominal.
B
Errada
Embora reconheça gastrosquise, erra a conduta e a justificativa. A interrupção imediata não é automática se o feto está vivo e estável. Além disso, atribui à gastrosquise associação marcante com malformações cardíacas, perfil que a base aponta como mais típico da onfalocele, enquanto a gastrosquise costuma ser mais frequentemente um defeito isolado.
C
Certa
A alternativa C acerta o diagnóstico porque descreve gastrosquise, definida pela exteriorização de alças sem membrana de cobertura, expostas ao líquido amniótico. Acerta também a conduta central: com boa vitalidade fetal, o manejo é seguimento próximo e encaminhamento para centro terciário com UTI neonatal, cirurgião pediátrico e nutrição parenteral, para estabilização pós-parto e correção cirúrgica neonatal precoce. A base alerta que alguns detalhes operacionais citados na alternativa podem variar conforme protocolo local, mas o eixo diagnóstico mais conduta perinatal especializada é o que sustenta o gabarito.
D
Errada
O erro começa no diagnóstico: o enunciado não descreve saco herniário, mas alças livres no líquido amniótico, o que é compatível com gastrosquise e não com onfalocele. A justificativa de que não haveria risco de rotura nem contaminação também é inadequada, porque parte de uma morfologia que não foi demonstrada no caso.
E
Errada
Contraria a embriologia normal. A hérnia fisiológica do intestino médio retorna à cavidade abdominal ainda no primeiro trimestre, por volta de 10 a 12 semanas. Portanto, alças intestinais extracavitárias com 36 semanas não representam achado fisiológico tardio, e sim malformação da parede abdominal.
Pegadinha da questão
A banca explora a troca entre gastrosquise e onfalocele: o dado que resolve é que as alças estão livres no líquido amniótico, sem membrana, o que define gastrosquise; a partir daí, também cai a falsa ideia de interrupção imediata obrigatória.
Dica para questões semelhantes
  • Se as vísceras estão expostas diretamente ao líquido amniótico, pense em gastrosquise; se há saco membranoso, pense em onfalocele.
  • Em defeito de parede abdominal com boa vitalidade fetal, não conclua parto imediato por rotina sem outro critério obstétrico.
  • Onfalocele se associa mais a outras malformações e aneuploidias; não transfira esse perfil automaticamente para gastrosquise.
  • Não confunda hérnia fisiológica do intestino médio do primeiro trimestre com persistência normal até o termo.

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