Artista da fotografia que usou sua linguagem para criar imagens para além do real. Tentou antes,
várias vezes, atravessar as fronteiras da realidade e misturá-la com o sonho. Ele próprio disse certa
vez: “Acredito no invisível, não acredito no visível...” e “Para mim, a realidade reside na intuição e na
imaginação e na voz da minha cabeça que diz: Isto não é extraordinário?!” Entre 1951 e 1953, estudou
na Universidade de Denver e, em 1956, frequentou a Parson School of Design de Nova lorque. Tirou
as primeiras fotografias em 1958, numa viagem pela União Soviética. No fim dos anos cinquenta,
estabeleceu-se em Nova lorque como fotógrafo independente, trabalhou para revistas de moda e
entretenimento, como a Vogue, Esquire, Mademoiselle, Show ou New York Times e especializou-se
em fotografia de retrato. Já a essa altura, manifestou o seu sentido para produções críticas, por vezes
semelhantes a sonhos, revelando um interesse pelo Surrealismo. Em 1963, visitou René Magritte,
cujas pinturas o tinham entusiasmado. A série de retratos deste artista é considerada o seu apogeu,
dado que conseguiu retratar não só Magritte, a pessoa, mas também o seu mundo de ideias artísticas.
Sua obra beira a irrealidade ilusória e até hoje inspira muitos outros artistas
da fotografia. Ele é