A virologia médica envolve o reconhecimento de novos vírus ...
Gabarito comentado
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Tema central: fundamentos de virologia médica aplicados a diagnóstico e intervenção, com foco em tropismo viral, métodos de cultivo, estabilidade térmica e classificação estrutural.
Alternativa correta – B: A análise do tropismo celular (quais células/tecidos o vírus consegue infectar) orienta onde o vírus replica, quais amostras coletar e quais alvos terapêuticos considerar. Ex.: SARS-CoV-2 usa ACE2 (trato respiratório/intestino); HIV usa CD4+CCR5/CXCR4 (linfócitos T); HCV/HBV são hepatotrópicos. Isso apoia tratamentos e estratégias direcionadas: inibidores de entrada (p. ex., maraviroc para CCR5 no HIV), anticorpos monoclonais neutralizantes para vírus respiratórios e via de administração dirigida (inalatória para vias aéreas). Também orienta biossegurança e controle de transmissão. Referências: Fields Virology; Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate.
Por que as demais estão erradas?
A. Falso. Ovos embrionados são clássicos no cultivo e produção de vacinas, sobretudo contra Influenza, onde o vírus replica no saco alantóico sem necessariamente “destruir” todo o embrião; o fluido alantóico é colhido para purificação do antígeno. Diretrizes da OMS/CDC descrevem amplamente esse método em produção sazonal de vacinas de gripe.
C. Falso. A inativação por calor exige estudos de estabilidade e validação (tempo/temperatura), pois a resistência térmica varia muito entre vírus. Envelopados tendem a ser mais termolábeis, enquanto alguns não envelopados (p. ex., enterovírus) são mais resistentes. Protocolos devem ser validados conforme normas de biossegurança (OMS, Biosafety Manual) e farmacopéias; não se assume que “proteínas capsídicas suportam altas temperaturas”.
D. Falso. A simetria do capsídeo (icosaédrica, helicoidal, complexa) não é obsoleta. Embora a classificação de Baltimore foque no genoma/estratégia replicativa, a estrutura influencia estabilidade ambiental, vias de transmissão e susceptibilidade a desinfetantes (muitos capsídeos icosaédricos não envelopados são mais resistentes). Assim, a morfologia segue relevante para diagnóstico e controle. Referências: Fields Virology; CDC.
Pegadinha de prova: “ovos não contribuem para vacinas” e “calor sempre funciona” são absolutizações. Em virologia, sempre desconfie de termos absolutos (sempre/nunca) sem contexto de espécie viral, envelope ou protocolo validado.
Estratégia de resolução: procure a alternativa que alinha conceito central e prática clínica/laboratorial. Tropismo conecta clínica, diagnóstico (escolha de amostras) e tratamento direcionado, tornando a B a opção mais consistente.
Leituras úteis: Fields Virology (última ed.), Harrison’s, UpToDate – tópicos de tropismo viral e produção de vacinas; OMS/CDC – manuais de produção de vacina influenza e biossegurança.
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