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Q3292746 Biomedicina - Análises Clínicas
A epidemiologia e a saúde pública buscam conter doenças transmissíveis através de medidas preventivas e estratégias de vigilância. Indique a alternativa CORRETA:
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Tema central: Estratégias de vigilância epidemiológica e medidas preventivas para conter doenças transmissíveis, com ênfase nos conceitos de incidência, prevalência, vacinação e vigilância ativa vs. passiva.

Alternativa correta: DA busca ativa de casos complementa a vigilância passiva, permitindo identificação precoce e interrupção de cadeias de transmissão. Na prática, isso envolve rastreamento de contatos, investigação de surtos, visitas domiciliares e triagens em serviços de saúde, especialmente em agravos como tuberculose, COVID-19, meningites e sarampo. Ao reduzir o tempo entre infecção e diagnóstico/isolamento, diminui-se o Rt (número reprodutivo efetivo). Essa abordagem é recomendada por diretrizes da OMS (IDSR), CDC e pelo Ministério da Saúde (Guia de Vigilância em Saúde), e é consistentemente discutida em fontes como UpToDate e Harrison’s.

Análise das incorretas

A) “A incidência acumulada não orienta planejamento...” – Incorreta. Incidência acumulada (novos casos em um período) é essencial para estimar risco e planejar recursos (vacinas, leitos, insumos). Variações sazonais não inviabilizam comparações; devem ser incorporadas à análise (comparar o mesmo período de anos diferentes, usar séries temporais, médias móveis e taxas ajustadas). Diretrizes do MS e CDC orientam esse uso para influenza, dengue e outras doenças sazonais.

B) “A prevalência de doenças crônicas não depende da duração...” – Incorreta. Em condições estáveis, vale a relação Prevalência ≈ Incidência × Duração. Doenças crônicas com longa duração (ex.: DM, hipertensão, HIV sob tratamento) tendem a ter maior prevalência, mesmo com incidência estável. A afirmação de que “os casos ativos não se renovam” é conceitualmente errada: novos casos entram pela incidência e saem por cura/óbito, definindo a prevalência. Referência clássica: Harrison’s e CDC “Principles of Epidemiology”.

C) “Campanhas restritas a grupos não evitam surtos generalizados...” – Incorreta. Imunidade de rebanho e estratégias focais podem sim conter surtos quando bem desenhadas, como a vacinação em anel (smallpox, Ebola) e campanhas direcionadas a grupos-chave (ex.: meningococo em adolescentes). Vírus não “ignoram” imunidade parcial; mesmo proteção incompleta reduz transmissão e o Rt. Embora, em alguns cenários, cobertura apenas focal possa ser insuficiente, a afirmação categórica de que “não evita” é falsa. Diretrizes da OMS e experiências operacionais confirmam a eficácia de estratégias direcionadas.

Estratégia de prova: desconfie de termos absolutos como “não orienta”, “ignoram”, “inviabilizam”. Valide conceitos-chave: incidência planeja, prevalência depende da duração, vacinação reduz Rt, busca ativa acelera o controle.

Referências úteis: OMS – Integrated Disease Surveillance and Response (IDSR); Ministério da Saúde – Guia de Vigilância em Saúde; CDC – Principles of Epidemiology; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Gabarito: D

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Comentários

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  • A: ERRADA
  • A incidência acumulada é uma medida importante para o planejamento, pois permite comparar taxas de incidência entre diferentes períodos e grupos populacionais, mesmo com variações sazonais. 
  • B: ERRADA
  • A prevalência de doenças crônicas é influenciada pela duração média do agravo, pois quanto maior a duração de uma doença, maior a probabilidade de que ela seja diagnosticada e permaneça na população. 
  • C: ERRADA
  • Campanhas de vacinação direcionadas a grupos específicos são importantes para proteger esses grupos e reduzir a circulação do vírus, o que pode prevenir surtos generalizados. 
  • D: CERTA
  • A busca ativa de casos suspeitos complementa a vigilância passiva, permitindo identificação precoce e interrupção de cadeias de transmissão.

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