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Q3918415 Português

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O diabetes é uma condição crônica em que o corpo passa a lidar mal com a glicose, seja por produzir pouca insulina, seja por não utilizá-la de modo eficiente. Como a glicose circula no sangue, alterações persistentes podem ocorrer sem sintomas marcantes no início, o que torna o diagnóstico tardio relativamente comum. Em muitos casos, sede intensa, aumento da urina, fadiga e perda de peso aparecem de forma gradual e são confundidos com estresse ou rotina. O problema é que, enquanto esses sinais são minimizados, o excesso de glicose pode afetar vasos, nervos e órgãos, comprometendo visão, rins e circulação periférica. Por isso, o acompanhamento regular e a educação em saúde têm papel decisivo, sobretudo em pessoas com histórico familiar, excesso de peso ou pressão alta. Em vez de tratar apenas números, o cuidado precisa olhar hábitos, sono, alimentação e acesso a serviços, porque o controle depende do cotidiano.

O manejo do diabetes não se resume a “cortar açúcar”, pois envolve escolhas consistentes e estratégias realistas para manter a glicemia dentro de metas seguras. Alimentação com fibras, redução de ultraprocessados, ajuste de porções e regularidade nas refeições podem ajudar, mas a resposta do organismo varia conforme idade, medicações e nível de atividade física. Exercício, mesmo moderado, aumenta a sensibilidade à insulina e melhora o uso da glicose pelos músculos, porém exige atenção a hipoglicemias em quem usa insulina ou certos antidiabéticos. A adesão costuma melhorar quando o plano é negociado e inclui preferências culturais, horários de trabalho e recursos disponíveis, evitando prescrições impraticáveis. Também entram no cuidado os exames periódicos, a avaliação dos pés, a checagem da pressão e a atenção aos sinais de alerta.

Quando o diabetes é compreendido como uma rotina de autocuidado apoiada por equipe e família, ele deixa de ser apenas uma doença e passa a ser um campo contínuo de decisões que protegem o futuro

Com base na leitura do texto, depreende-se que a dificuldade de um diagnóstico precoce do diabetes ocorre, primordialmente, devido à:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O comando pede a causa principal depreendida (“primordialmente”), e o texto a explicita ao mostrar que o atraso diagnóstico ocorre porque os sinais surgem gradualmente e são confundidos com situações do cotidiano. O trecho obrigatório — “Em muitos casos, sede intensa, aumento da urina, fadiga e perda de peso aparecem de forma gradual e são confundidos com estresse ou rotina.” — é o elemento que conduz ao gabarito B.

Tema central: diagnóstico precoce do diabetes
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por exagero semântico. O texto afirma que as alterações podem ocorrer “sem sintomas marcantes no início”, o que significa falta de sinais evidentes ou intensos, não ausência completa de sintomas físicos. Além disso, o próprio texto registra o aparecimento gradual de “sede intensa, aumento da urina, fadiga e perda de peso”.
B
Certa
A alternativa B está correta porque traduz com fidelidade a informação central do texto sobre o atraso no diagnóstico: os sinais iniciais surgem gradualmente e acabam sendo interpretados como estresse ou efeitos da rotina. Como a questão pede a causa primordial, vale o trecho que explicita essa razão principal, e não formulações mais amplas ou causas não mencionadas.
C
Errada
Está errada por ausência de apoio textual. O texto não atribui a dificuldade diagnóstica à ineficiência de exames laboratoriais. Ao contrário, menciona “acompanhamento regular” e “exames periódicos” como parte do cuidado, sem indicar falha desses recursos na detecção da doença.
D
Errada
Está errada por deslocar informações do texto para outro tema. O texto menciona preferências culturais, horários de trabalho e recursos disponíveis no contexto da adesão ao manejo e do autocuidado, não como causa da dificuldade de diagnóstico precoce. Também não afirma resistência dos pacientes em aceitar o diagnóstico por fatores culturais ou familiares.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: transformar “sem sintomas marcantes no início” em ausência total de sintomas e ignorar o advérbio “primordialmente”, que obriga a escolher a causa principal explicitada no texto, não uma hipótese possível ou assunto de outra parte do texto.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o enunciado trouxer “primordialmente”, procure no texto a causa principal expressa, não uma possibilidade secundária.
  • Não absolutize expressões relativas: “sem sintomas marcantes” não equivale a “sem sintomas”.
  • Separe os eixos do texto: diagnóstico precoce não é o mesmo tema que manejo, adesão ao tratamento ou autocuidado.

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