O diagnóstico molecular em doenças genéticas contribui para...
Gabarito comentado
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Tema central: diagnóstico molecular em doenças genéticas e a interpretação de variantes (codificantes e regulatórias). Em prova, pense em como alterações de DNA impactam expressão gênica, escolha de métodos (PCR, NGS) e uso de bases de dados para classificar variantes.
Alternativa correta: A — Alterações em regiões promotoras/regulatórias podem modificar a ligação de fatores de transcrição, alterando a expressão do gene (ganho/perda de função por expressão), o que impacta o fenótipo e o risco de herança. Exemplos clássicos incluem variantes no promotor do HBB em talassemias e no promotor de TERT em câncer. Diretrizes ACMG-AMP contemplam variantes não codificantes quando há evidência funcional, segregação e dados populacionais. Referências: ACMG-AMP (2015/2020), UpToDate, Thompson & Thompson Genetics in Medicine.
Por que as demais estão incorretas?
B — Diz que a PCR multiplex inviabiliza analisar múltiplos loci por “competição por dNTPs”. Falso. PCR multiplex foi criada justamente para amplificar vários alvos simultaneamente; a “competição” é resolvida por otimização (concentração de primers/dNTPs/Mg²⁺, tamanhos de amplicons, Ta). É rotina em STRs forenses, painéis de CFTR e detecção de deleções/duplicações. Logo, a técnica viabiliza, não inviabiliza.
C — Afirma que NGS não apoia variantes raras porque a cobertura “se restringe a éxons altamente expressos”. Falso. WES (exoma) captura éxons independentemente da expressão e WGS cobre todo o genoma, inclusive regiões não codificantes; ambos são pilares na descoberta de variantes raras em doenças mendelianas. Restrição por expressão só se aplica ao RNA-Seq. Diretrizes internacionais (ACMG/ClinGen) e UpToDate reforçam o uso de NGS para variantes raras.
D — Afirma que a interpretação de polimorfismos patogênicos dispensa bases de dados globais porque “cada família é única”. Falso. Classificação de variantes requer frequências populacionais (gnomAD), anotações clínicas (ClinVar, HGMD), predições in silico, segrega��ão e evidência funcional, conforme ACMG-AMP. Ignorar dados globais aumenta risco de classificar como patogênica uma variante comum/benigna. A avaliação familiar é complementar, não substitutiva.
Pegadinhas e estratégia de prova: desconfie de termos absolutos como “inviabiliza”, “não apoia” e “não requer”. Lembre que: (1) regiões regulatórias importam; (2) PCR multiplex é factível e comum; (3) NGS (WES/WGS) cobre além de genes “expressos”; (4) bases de dados globais são obrigatórias na classificação de variantes (ACMG-AMP).
Referências úteis: ACMG-AMP 2015/2020 (padrões de interpretação de variantes); ClinVar, gnomAD, HGMD; UpToDate (Genetic testing in suspected monogenic disorders); Thompson & Thompson: Genetics in Medicine.
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