A OpenAI, empresa que desenvolveu o ChatGPT,
disponibilizou sua plataforma aos usuários na versão 3.5. Em
menos de dois meses, já tinha mais de 100 milhões de
usuários. Isso abriu caminho para que o mundo descobrisse,
por meio desta e de outras plataformas de IA (inteligência
artificial generativa), o poder dessa tecnologia.
No entanto, o ChatGPT ainda apresenta limitações
severas. Suas respostas podem estar erradas e serem tóxicas
ou tendenciosas algumas vezes. Além disso, essa tecnologia
tem isenções de responsabilidade explícitas sobre a
imprecisão dos dados. Porém, por apresentar uma
linguagem natural, produz uma falsa sensação de segurança
aos usuários. Isso porque os sistemas de linguagem das
plataformas de IA não sabem o que as palavras significam,
mas apresentam uma linguagem coerente, educada e que
transparece, muitas vezes, que você está conversando com
um especialista no assunto. E este é o ponto: eles foram
treinados para parecerem um especialista, não para serem
um especialista.
Em março, a OpenAI lançou sua nova versão, e o
GPT-4 chegou levantando todo o debate novamente e
abrindo uma maior vantagem em relação aos concorrentes.
A Microsoft anunciou o Copilot, um assistente de criação de
tarefas que será acoplado ao Word, ao Excel e ao
PowerPoint. Em outras palavras, o ChatGPT estará dentro do
Office. No PowerPoint, há a possibilidade de criar
apresentações a partir de textos simples, podendo-se usar
imagens e designs exclusivos. No Excel, há a função de pedir
para o algoritmo simplificar planilhas enormes, encontrando
padrões, criando correlações, extraindo dados e gerando
análises profundas. Já no Word é possível produzir textos a
partir de diversos outros arquivos, compilar documentos a
partir de notas e rascunhos e escrever e-mails e
memorandos.
Atualmente, as escolas no Brasil vivem um
paradoxo: algumas estão em busca de treinamentos para
seus professores sobre o ChatGPT, para que tenham uma
maior assertividade em seu uso e conheçam os impactos
dessa nova tecnologia na educação, enquanto outras estão
proibindo seus professores e seus alunos de a utilizarem. Se,
por um lado, professores de artes estão pedindo para os
alunos usarem a Dall-E para identificar e “desenhar” quadros
no estilo de pintores como Picasso, Monet e Van Gogh, o
que estimula bastante a criatividade, por outro lado, existe a
discussão sobre problemas de manipulação dos dados que
podem gerar desinformações disponibilizadas por tais
plataformas. É nesses momentos que o papel do professor
se faz ainda mais necessário para direcionar o conhecimento
de forma correta.
(Fonte: Direcional Escolas - adaptado.)
No fragmento “Além disso, essa tecnologia tem isenções
de responsabilidade explícitas sobre a imprecisão dos dados.
Porém, por apresentar uma linguagem natural, produz uma
falsa sensação de segurança aos usuários.”, as expressões
sublinhadas indicam, respectivamente, ideia de:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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