A citopatologia utiliza procedimentos de coleta e análise m...
Gabarito comentado
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Tema central: Citopatologia ginecológica no rastreamento do câncer do colo do útero. Entender técnicas (Papanicolaou e citologia em meio líquido), preservação celular e critérios morfológicos nucleares para diferenciar inflamação de displasia é essencial (The Bethesda System; OMS 2021; INCA/MS; UpToDate).
Alternativa correta: B – A citologia em meio líquido (LBC) melhora a preservação e a representatividade das células, especialmente glandulares endocervicais, por reduzir sangue/muco e distribuir as células em monocamada. Isso favorece a detecção de lesões glandulares como adenocarcinoma in situ e adenocarcinoma, além de diminuir lâminas insatisfatórias. É o que sustentam o Bethesda System e diretrizes da OMS/INCA; embora a sensibilidade para HSIL seja semelhante à citologia convencional, a qualidade do espécime e a avaliação de células glandulares são superiores.
Por que as outras estão incorretas?
A – Afirma que a investigação de células escamosas anômalas “prescinde de laudo” e que quadros iniciais não exigem acompanhamento. Falso. Toda citologia deve ter laudo padronizado (Bethesda: ASC-US, ASC-H, LSIL, HSIL, AIS, etc.) e conduta definida (triagem por HPV, repetição, colposcopia), conforme INCA/MS e ASCCP 2019. Mesmo ASC-US requer seguimento (ex.: teste de HPV ou repetição em 12 meses, conforme idade/risco).
C – Diz que a coloração de Papanicolaou se aplica “somente” a material respiratório e que células do colo não retêm corante. Falso. O Papanicolaou é o método clássico para citologia cervical, com excelente contraste nuclear/citoplasmático, também usado em outros materiais, mas não restrito a eles (Bethesda; UpToDate).
D – A distinção entre inflamação e displasia “não envolve critérios nucleares” e bastaria contar leucócitos. Falso. A diferenciação é morfonuclear: displasia mostra aumento da relação N/C, hipercromasia, cromatina grosseira, contorno nuclear irregular, e mitoses atípicas; na reação inflamatória/reparativa, os núcleos são mais uniformes, frequentemente com nucléolos, sem as atipias de alto grau. A quantidade de leucócitos não define displasia (Bethesda; OMS).
Dicas de prova: Palavras absolutas como “somente”, “prescinde” e “basta” costumam sinalizar erro. Foque em: técnica de preparo (LBC), qualidade/adequação da amostra, e critérios nucleares na diferenciação de lesões.
Referências úteis para revisar: The Bethesda System for Reporting Cervical Cytology; Diretrizes OMS 2021 para rastreamento; INCA/Ministério da Saúde – Controle do Câncer do Colo do Útero; ASCCP 2019 (gestão baseada em risco); UpToDate (Cervical cancer screening tests).
Gabarito: B
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