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Q3456142 Veterinária
As torções de lobos pulmonares são de baixa frequência na clínica cirúrgica. Quanto à epidemiologia dessa enfermidade, quais lobos pulmonares são acometidos com mais frequência?
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Tema central: torção de lobo pulmonar em pequenos animais é rara, mas com padrões epidemiológicos bem definidos. Ocorre por rotação do pedículo broncovascular, levando a congestão, hemorragia, necrose e derrame pleural.

Alternativa correta: Blobo medial (médio) direito em raças grandes e lobo cranial esquerdo em raças pequenas.

Justificativa: Em cães de porte grande e tórax profundo (ex.: Afegão Hound, Setter), o lobo médio direito é o mais acometido, possivelmente por seu pedículo relativamente estreito e mobilidade, favorecendo rotação especialmente quando há derrame pleural/atelectasia. Em raças pequenas, sobretudo braquicefálicas (pugs), predomina o lobo cranial esquerdo, com relatos de torção espontânea e grande volume de derrame pleural. Esses padrões são amplamente descritos em Fossum – Small Animal Surgery, Tobias & Johnston – Veterinary Surgery e Ettinger – Textbook of Veterinary Internal Medicine.

Como pensar na prova: memorize o mnemônico “Gd → R meio; Peq → L cran”. Se a alternativa inverter porte/lobo ou citar lobos raros, provavelmente está incorreta.

Análise das incorretas:

A – “Lobo caudal direito e lobo medial direito”: o caudal direito não é o mais comum; o médio direito é o típico em grandes. Mistura um frequente com outro pouco prevalente.

C – “Lobo acessório e lobo caudal direito”: torções do lobo acessório são raras; não refletem o padrão epidemiológico clássico.

D – “Lobo medial direito nas raças pequenas e lobo cranial esquerdo nas raças grandes”: inverte o padrão conhecido (troca porte-lobo).

E – “Lobo medial esquerdo e lobo cranial direito”: há imprecisão anatômica: no hemitórax esquerdo não existe “lobo medial”; o esquerdo tem lobos cranial (com partes cranial e caudal) e caudal. Além disso, o cranial direito não é o mais prevalente.

Clínica e diagnóstico (resumo útil): sinais de dispneia aguda, tosse, taquicardia e derrame pleural hemorrágico recorrente. Radiografia/TC mostram lobo opaco, brônquio truncado/deslocado e ausência de aeração; broncoscopia pode evidenciar brônquio torcido. Hemogasometria e estabilização são essenciais.

Tratamento de escolha: lobectomia cirúrgica sem “destorção” prévia (evita reperfusão), após estabilização com oxigênio, drenagem torácica e analgesia. Anestesia deve considerar risco de hipóxia e hemodinâmica. Referência: Fossum; Tobias & Johnston; ACVS client education on Lung Lobe Torsion.

Dica de prova: ao ver “braquicefálico pequeno + derrame pleural grande”, pense em lobo cranial esquerdo; em “grande tórax profundo”, pense em lobo médio direito.

Gabarito: B.

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