A urolitíase é o termo que se refere a formação de cálculos ...
Gabarito comentado
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Tema central: Urolitíase em cães e gatos (formação de urólitos no trato urinário). Importa reconhecer localização mais comum, tipos de urólitos, complicações cirúrgicas e princípios de tratamento cirúrgico/medicamentoso.
Alternativa correta: A
Justificativa: A complicação pós-cistotomia mais frequente é persistência de urólitos por remoção incompleta, relatada em ~15–20% dos casos. Isso ocorre por microurólitos ocultos, alojamento uretral e falha em lavar/inspecionar adequadamente. Condutas para reduzir a falha: uro-hidropropulsão retrógrada, lavagem vigorosa da bexiga, inspeção do trígono e uretra, e imagem intra ou pós-operatória (radiografia/fluoroscopia/ultrassom) para confirmar remoção completa. Referências: Fossum – Cirurgia de Pequenos Animais; Ettinger & Feldman – Medicina Interna; Lulich/Bartges (ACVIM/BSAVA) sobre urolitíase.
Análise das alternativas incorretas
B – Falso. Em cães, os urólitos ocorrem predominantemente na bexiga e uretra; nefrolitíase é menos comum. Em gatos adultos, padrão semelhante, com obstrução uretral frequente. Logo, dizer que os rins são o local mais comum em cães contraria a epidemiologia (Ettinger; BSAVA Manual of Canine and Feline Nephrology and Urology).
C – Falso. Para cálculos em ureteres, o tratamento de escolha não é nefrectomia. Prioriza-se desobstrução e preservação renal: terapia médica quando possível, ureterotomia, stent ureteral ou SUB (subcutaneous ureteral bypass) — especialmente em felinos. Nefrectomia é opção apenas se o rim está não funcional ou irrecuperável (ACVIM/IRIS; Fossum).
D – Falso e perigoso. No fechamento de cistotomia, recomenda-se fio monofilamentar absorvível (p. ex., poliglecaprone, polidioxanona) em padrão aposicional/invertente, evitando penetração luminal. Fio não absorvível exposto à urina atua como nicho para novos urólitos e infecção (Fossum; BSAVA). A frase sugere exatamente o oposto do recomendado.
E – Falso. Os urólitos mais comuns em cães e gatos são estruvita e oxalato de cálcio. “Mistos/compostos” ocorrem, mas não superam os dois tipos principais (Lulich et al., ACVIM; Ettinger).
Dicas de prova e raciocínio:
- Desconfie de termos como “mais comum” e confronte com a epidemiologia: bexiga/uretra são os sítios principais em cães.
- “Tratamento de escolha” em ureterolitíase prioriza preservar a função renal (stent/SUB) — nefrectomia é exceção.
- Cirurgia de bexiga: prefira fio absorvível e evite suture material intraluminal.
- Para reduzir a complicação da alternativa A: faça lavagem metódica e imagem de controle ao final.
Diagnóstico resumido: urinálise (pH, cristalúria, cultura), radiografias (simples/contrastadas), ultrassonografia; considerar tomografia em ureterólitos. O manejo baseia-se em tipo de urólito, localização e obstrução.
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