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Q3456139 Veterinária
A intussuscepção é uma afecção comum nos filhotes, particularmente nas raças dos cães pastor alemão e dos felinos siameses. Os animais acometidos podem apresentar hematoquezia, anorexia, êmese, dor abdominal e massa abdominal palpável. Sobre essa condição, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Tema central: Intussuscepção em cães e gatos jovens é a “telescopagem” de um segmento intestinal dentro de outro, causando obstrução, congestão venosa e possível isquemia. Manifesta-se com êmese, dor abdominal, hematoquezia e massa palpável. O manejo correto envolve estabilização, diagnóstico por imagem e cirurgia.

Alternativa correta: DEnteroenteropexia (enteroplicatura) pode ser indicada para reduzir recidivas, sobretudo em filhotes com enterites/parasitismos ou quando não se elimina completamente a causa predisponente. Após reduzir a intussuscepção e confirmar viabilidade intestinal, plica-se segmentos adjacentes para limitar a mobilidade intestinal e diminuir a chance de novo “telescopamento”. Evidência e prática cirúrgica em pequenos animais apoiam seu uso seletivo (Fossum, Small Animal Surgery; Ettinger & Feldman).

Por que as demais estão incorretas?

  • A – Radiografia simples costuma ser inespecífica: pode mostrar alças dilatadas com gás proximal à obstrução, mas raramente define massa “tubular”. O exame de escolha é a ultrassonografia, que mostra o sinal de “alvo/roda de carroça” (camadas concêntricas) e identifica a intussuscepção com alta acurácia (Fossum; Johnston & Tobias).
  • B – A lista está incompleta e heterogênea. Prolapso retal só é diferencial de intussuscepção coloanal protrusa; para formas intra-abdominais, diferem mais corpo estranho linear com plicatura, enterites severas, aderências e neoplasias. Mesenteric/volvulus é entidade distinta e rara em pequenos animais; do jeito proposto, a alternativa induz erro por abrangência inadequada (Ettinger; Slatter).
  • C – Se a redução manual é possível e o segmento é viável, a conduta NÃO é enterectomia. Ressecção (enterectomia com anastomose) é indicada quando há necrose, perfuração, fibrose/irreducibilidade ou comprometimento vascular. Ressecar sem necessidade aumenta morbidade e risco de deiscência (Fossum).
  • E – O prognóstico é variável, dependendo de tempo de evolução, localização, viabilidade intestinal, peritonite/sepsis e doença de base. Recorrências são possíveis sem correção da causa; atrasos cursam com pior desfecho (Ettinger).

Diagnóstico e conduta prática

  • Imagem: US é o padrão; radiografia auxilia, e contraste pode ser usado se US indisponível.
  • Pré-operatório: fluidoterapia, correção eletrolítica, analgesia multimodal, antibiótico se suspeita de translocação bacteriana.
  • Cirurgia: reduzir e avaliar perfusão; enterectomia apenas se não viável; considerar enteroenteropexia em alto risco de recidiva.

Dica de prova: em filhotes com obstrução e relato de recidiva, associe “prevenção de recidiva” à enteroenteropexia. Desconfie de alternativas que proponham enterectomia com tecido viável.

Referências-chave: Fossum TM. Small Animal Surgery, 5ª ed.; Ettinger & Feldman. Textbook of Veterinary Internal Medicine, 8ª ed.; Johnston & Tobias. Veterinary Surgery: Small Animal.

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