Os corpos estranhos esofágicos são objetos ingeridos que po...

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Q3456138 Veterinária
Os corpos estranhos esofágicos são objetos ingeridos que podem obstruir o lúmen esofágico em vários graus. Os objetos mais comumente encontrados em cães e gatos são pedaços de brinquedos, panos, objetos metálicos, fios de tecido, dentre outros. Sobre essa afecção, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério decisivo é anatômico: para corpo estranho no esôfago torácico na região da base do coração, a via clássica é a toracotomia direita no 4º ou 5º espaço intercostal. Esse achado do enunciado sustenta o gabarito B.

Tema central: Acesso cirúrgico esofágico
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque contraria os princípios de cicatrização esofágica. Cirurgias de esôfago não costumam ter bom prognóstico com poucas complicações; o órgão apresenta maior risco de deiscência, mediastinite, infecção, fístula e estenose, em comparação com outros segmentos do trato digestório.
B
Certa
A alternativa B está correta por indicar o acesso cirúrgico correspondente ao segmento torácico do esôfago acometido na base do coração, que é abordado pelo hemitórax direito, em geral no 4º ou 5º espaço intercostal.
C
Errada
Está errada por conflito com a epidemiologia da afecção. Corpos estranhos esofágicos são mais frequentemente reconhecidos em cães, e não há base para afirmar maior predisposição dos gatos por comportamento de caça nem para tomar fragmentos ósseos como marcador dessa suposta predisposição felina.
D
Errada
Está errada porque transforma em regra uma conduta que não é universal no pós-operatório de cirurgia esofágica. A reintrodução da alimentação oral nas primeiras 12 horas não deve ser afirmada de forma geral após esofagotomia; a decisão depende da extensão da lesão, do risco de deiscência e da necessidade de suporte nutricional por via alternativa.
E
Errada
Está errada porque inverte o princípio técnico da sutura esofágica. A submucosa é a camada de maior resistência e deve ser incluída na sutura para dar sustentação mecânica ao reparo; evitá-la enfraquece a esofagorrafia. A prevenção de estenose não se faz deixando de atravessar a submucosa.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre conhecimento anatômico segmentar do esôfago e generalizações sobre cirurgia digestiva: quem não domina a topografia do esôfago torácico tende a cair em alternativas aparentemente plausíveis sobre prognóstico, alimentação precoce ou técnica de sutura.
Dica para questões semelhantes
  • Em corpo estranho esofágico, primeiro localize o segmento acometido; no esôfago torácico, a via de acesso depende da topografia.
  • Em cirurgia esofágica, desconfie de alternativas que descrevem prognóstico muito favorável ou poucas complicações.
  • Na sutura do esôfago, a submucosa é a camada crítica de sustentação e precisa ser incluída.
  • No pós-operatório de esofagotomia, não trate alimentação oral muito precoce como regra fixa; a conduta depende do risco sobre a sutura.

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