As técnicas de biologia molecular em análises clínicas têm ...
Gabarito comentado
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Tema central: detecção molecular de vírus respiratórios em análises clínicas, com foco em PCR em tempo real (RT-qPCR), extração de ácidos nucleicos e interpretação de resultados.
Alternativa correta: B
A PCR em tempo real com primers (e, idealmente, sondas) específicos permite identificar genomas virais com alta sensibilidade e especificidade, favorecendo a confirmação precoce da infecção. Para vírus de RNA (influenza, RSV, SARS-CoV-2), utiliza-se RT-qPCR (etapa de reverse transcription seguida de qPCR). O método é padrão aceito por OMS/CDC/Ministério da Saúde para vigilância de infecções respiratórias, com leitura por fluorescência e valores de Ct que refletem, de forma semiquantitativa, a carga de material genético. Referências: OMS e CDC para SARS-CoV-2; UpToDate e Harrison’s descrevem RT-qPCR como pilar diagnóstico em viroses respiratórias.
Por que as demais estão incorretas?
A — Afirma que a extração de RNA viral é “descartada”. Errado: a extração de RNA é etapa crítica para RT-qPCR. A detecção molecular não depende de crescimento em cultura celular; muitos vírus de fita simples (ex.: SARS-CoV-2) podem replicar em cultura, mas a rotina diagnóstica usa extração + RT-qPCR, seguindo protocolos CDC/OMS (incluindo controles como RNase P).
C — Sugere que a eletroforese em gel substitui a quantificação e que o tamanho do amplicon indica gravidade. Falso: gel de agarose apenas confirma presença/tamanho aproximado do fragmento; não quantifica com acurácia e não se correlaciona com gravidade clínica. Quantificação adequada é feita por qPCR ou dPCR com curvas padrão/particionamento (ver MIQE/CLSI; UpToDate). Gravidade depende de clínica, biomarcadores e imagem, não do tamanho do amplicon.
D — Alega “alta fidelidade da Taq” e impossibilidade de detectar mutações. Incorreto: a Taq DNA polimerase não possui atividade de revisão 3’→5’ e tem fidelidade moderada (erros ~10⁻⁴–10⁻⁵). Mutações em cepas emergentes são comuns em vírus RNA e são detectadas por sequenciamento (Sanger/NGS) ou por qPCR com ensaios alvo-específicos. Para clonagem/sequenciamento, usam-se enzimas de alta fidelidade (p.ex., Q5/Phusion). Diretrizes OMS/CDC recomendam atualização de primers/sondas quando surgem variantes para evitar “dropouts”.
Estratégia de prova: identifique palavras-chave como “PCR em tempo real”, “primers específicos”, “detecção precoce”. Desconfie de absolutos como “substitui” ou “inviabiliza” e de misturas conceituais entre cultura celular e testes moleculares. Lembre-se: extração é obrigatória, gel não quantifica, e Taq não é alta fidelidade.
Fontes úteis: OMS/CDC protocolos de RT-qPCR para vírus respiratórios; UpToDate – Molecular diagnosis of respiratory viruses; Harrison’s Principles of Internal Medicine – Diagnóstico virológico.
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MACETE LEGAL PARA DECORAR.
qPCR - QUANTIFICAR DNA
RT-qPCR- QUANTIFICAR RNA.
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