As autoridades suspenderam o acesso à área turística do Eve...

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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A corrida contra o tempo para resgatar mais de duzentas pessoas presas no Monte Everest


Equipes de resgate foram enviadas às encostas tibetanas do Monte Everest, na fronteira entre o Tibete e o Nepal, após uma forte tempestade de neve deixar centenas de pessoas presas em acampamentos. Centenas de moradores locais e equipes especializadas trabalham para remover a neve que bloqueia o acesso à região, situada a quase cinco mil metros de altitude.

Cerca de trezentas e cinquenta pessoas já foram resgatadas e levadas a um local seguro, enquanto outras duzentas permanecem isoladas, aguardando evacuação. As nevascas começaram na noite de sexta-feira e se intensificaram rapidamente, surpreendendo os grupos de trilheiros e alpinistas.

Uma das sobreviventes relatou que o frio intenso tornou a hipotermia um risco real e que o clima deste ano está fora do normal. O grupo dela, formado por mais de dez pessoas, enfrentou ventos fortes e neve contínua durante a noite e precisou retornar no dia seguinte, caminhando por horas sobre trilhas completamente cobertas.

Moradores tibetanos auxiliaram os socorristas, levando alimentos e suprimentos para as equipes. A nevasca ocorreu durante o feriado nacional chinês conhecido como Semana Dourada, período de grande fluxo de turistas, o que agravou a situação.

As autoridades suspenderam o acesso à área turística do Everest, enquanto continuam as operações de resgate. A região enfrenta condições meteorológicas extremas: no Nepal, chuvas e deslizamentos de terra já causaram dezenas de mortes.

O Monte Everest, com quase nove mil metros de altitude, é o pico mais alto do mundo e atrai milhares de visitantes todos os anos. Nos últimos tempos, tem sofrido com superlotação, impactos ambientais e sucessivas mortes de alpinistas. O acesso ao Tibete é restrito e a circulação de informações é rigidamente controlada pelo governo, o que torna mais difícil acompanhar a situação em tempo real.

Mesmo assim, a imprensa estatal confirmou que o clima severo no Himalaia continua desafiando as equipes, que seguem em uma verdadeira corrida contra o tempo para retirar todos os sobreviventes da tempestade de neve.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4jzlvvp05o.adaptado.


As autoridades suspenderam o acesso à área turística do Everest, enquanto continuam as operações de resgate.
Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que, nesta frase,
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: No trecho "As autoridades suspenderam o acesso à área turística do Everest, enquanto continuam as operações de resgate.", a crase em "à área" é obrigatória porque o substantivo "acesso" rege a preposição "a" e "área" vem determinado por artigo definido feminino singular; assim, ocorre a fusão "a + a = à", o que confirma a alternativa A.

Tema central: Crase por regência nominal
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque identifica o mecanismo exato da crase em "à área": a expressão se organiza com regência nominal de "acesso" — "acesso a algo" — e com o substantivo feminino "área" determinado por artigo definido feminino singular. Por isso, a sequência é "acesso a a área", com contração obrigatória na escrita padrão: "acesso à área".
B
Errada
A alternativa erra ao dizer que a crase é facultativa e ao vinculá-la ao verbo "suspender". Aqui, o termo regente relevante é o substantivo "acesso", dentro do sintagma "o acesso à área turística do Everest". Como "acesso" exige a preposição "a" e "área" admite artigo feminino singular, a crase é obrigatória, não facultativa.
C
Errada
A alternativa está errada porque, em "continuam as operações de resgate", não há preposição "a" antes de "as operações". O segmento traz apenas o artigo definido plural "as". Sem a fusão entre preposição e artigo, não há crase.
D
Errada
A alternativa é eliminada por vários erros objetivos. Primeiro, "continuam" não é substantivo, mas verbo. Segundo, em "continuam as operações de resgate", não há exigência de preposição "a" antes de "as operações", portanto não existe base para crase. Terceiro, é falsa a afirmação de que o acordo ortográfico permite usar ou omitir crase por estilo nesse caso; quando a regência e o artigo exigem a contração, ela não é opcional.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre o verbo da oração e o verdadeiro termo regente da expressão com crase: o correto é analisar "acesso à área", em que o núcleo regente é "acesso", e não deslocar a justificativa para "suspenderam" ou para "continuam as operações".
Dica para questões semelhantes
  • Localize o termo imediatamente ligado ao segmento com crase e verifique quem realmente rege a preposição.
  • Só há crase se coexistirem preposição "a" e artigo feminino "a/as"; substantivo feminino sozinho não basta.
  • Em expressões como "acesso à...", teste a estrutura-base: se for "acesso a algo" e o nome seguinte vier com artigo feminino, a contração é obrigatória.

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