Os testes bacteriológicos avançados permitem classificar ce...
Gabarito comentado
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Tema central: Identificação e classificação de bactérias por marcadores genéticos. Em Microbiologia clínica, técnicas como hibridização/seqüenciamento do gene 16S rRNA, sondas de DNA para genes-alvo e análise de plasmídeos aumentam a precisão diagnóstica além dos métodos fenotípicos (meios de cultura, hemólise).
Alternativa correta: C
A hibridização/seqüenciamento do gene 16S rRNA explora regiões conservadas e variáveis desse gene, permitindo identificar com confiabilidade o gênero e muitas vezes a espécie bacteriana, apoiando a definição de “linhagem”/filiação taxonômica. É um padrão aceito em laboratórios clínicos quando a identificação fenotípica é inconclusiva. Fontes: CLSI MM18, Bergey’s Manual, UpToDate.
Por que as demais estão incorretas?
A – “Sondas de DNA para Salmonella/Shigella comprometem a identificação, pois entéricas não variam geneticamente.”
Incorreta. Enterobactérias apresentam ampla variabilidade genética. Sondas/PCR para invA (Salmonella) e ipaH (Shigella/EIEC) são altamente úteis e específicas para detecção/identificação. Dizer que “não há variação genômica” é erro conceitual. Fontes: CDC, WHO Global Foodborne Infections Network.
B – “Hemólise beta garante tipagem definitiva.”
Incorreta. A hemólise β em ágar sangue é apenas fenótipo e não discrimina espécie/linhagem. Diversos agentes podem ser β-hemolíticos (p. ex., Streptococcus pyogenes, S. agalactiae, algumas cepas de Staphylococcus aureus, Listeria monocytogenes). A tipagem requer testes complementares (catalase, coagulase, agrupamento de Lancefield, PCR, MALDI-TOF, sequenciamento). Fontes: CLSI M100, Harrison’s.
D – “Plasmídeos não transportam genes relevantes à virulência.”
Incorreta. Plasmídeos frequentemente carregam genes de virulência e resistência. Em E. coli: ETEC (toxinas LT/ST plasmidiais), EPEC (plasmídeo EAF/bfp), EHEC (pO157 com hemolisina). Em Shigella, o plasmídeo de virulência é central para invasão. Logo, estudar/clonar plasmídeos contribui para determinar perfis de virulência. Fontes: UpToDate, Bergey’s Manual.
Pegadinhas e estratégia de prova
- Desconfie de afirmações absolutas como “garante tipagem definitiva” ou “não há variação genética”.
- Lembre: 16S rRNA dá filiação taxonômica robusta, mas, para discriminação fina de cepas, usa-se MLST, PFGE ou WGS.
- Fenótipos (ex.: hemólise) orientam, mas não substituem métodos moleculares quando se busca especificidade.
Referências rápidas: CLSI MM18 (sequenciamento para identificação), CLSI M100 (testes laboratoriais), Bergey’s Manual of Systematic Bacteriology, UpToDate (Laboratory diagnosis of bacterial infections), CDC/WHO (guides de Salmonella/Shigella).
Gabarito: C
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