Uma lactente de 18 meses é levada à emergência com história ...

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Q3511216 Medicina
Uma lactente de 18 meses é levada à emergência com história de febre há 2 dias. Quando a temperatura sobe, fica um pouco parada, voltando a ficar bem quando a temperatura se aproxima novamente de 36,5 °C. O responsável nega outros sintomas. As vacinas estão em dia. Exame físico: sem qualquer alteração.
Para que se trace a conduta adequada a essa criança, os quesitos fundamentais a serem avaliados, além da idade, são:
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Febre sem sinais localizatórios (FSSL) em lactentes, abordagem clínica inicial e critérios para investigação de infecção bacteriana grave.

Justificativa da alternativa correta (D):
A abordagem da febre em lactente previamente saudável requer análise de fatores de risco para infecção grave e investigação direcionada. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), para crianças de 3 a 36 meses sem sinais localizatórios, é essencial analisar:

  • Estado geral: Identifica sinais de toxemia, letargia, irritabilidade ou dificuldade de interação, indicando maior risco para quadros bacterianos invasivos.
  • Estado vacinal: Crianças com vacinação completa (especialmente Hib e pneumococo) têm risco significativamente reduzido de doenças bacterianas invasivas.
  • Exame de urocultura: A infecção do trato urinário é a principal causa de febre sem foco nessa faixa etária e deve ser sempre afastada.

Segundo o manual da SBP: “Na avaliação de crianças de 3 a 36 meses com FSSL, é fundamental considerar o estado vacinal e coletar exame de urina, especialmente em lactentes.”

Análise das alternativas incorretas:

A) Temperatura axilar, exame físico e leucograma: O registro da febre e exame físico são básicos, mas o leucograma isoladamente não é suficiente nem recomendado como critério isolado para investigação ou exclusão de infecção bacteriana, podendo resultar em condutas inadequadas.

B) Estado geral, exame físico e exame de urocultura: Apesar da urocultura e do estado geral serem relevantes, omite-se o estado vacinal, que é decisivo para estratificação do risco e conduta, conforme as diretrizes atuais.

C) Estado vacinal, temperatura axilar e leucograma: O leucograma e temperatura axilar, embora façam parte do contexto, não substituem o estado geral nem direcionam a conduta na ausência de outros sinais.

E) Exame físico, estado geral e leucograma: Falta a avaliação do estado vacinal que, junto à urocultura, são fundamentais para descartar infecções graves sem sinais localizatórios em lactentes.

Estratégias para provas:
Atenção à coleta de dados essenciais: estado geral, estado vacinal e urocultura em febre sem foco. Pegadinhas comuns incluem priorizar exames laboratoriais ao invés de parâmetros clínicos e epidemiológicos, ou omitir informações de imunização.

Resumo:
A alternativa D está correta pois contempla os principais fatores norteadores do protocolo para FSSL nesta faixa etária, valorizando estado geral, vacinação e investigação de ITU. Esta conduta é respaldada por orientações da SBP e manuais de referência (ex: Manuais MSD).

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