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Q3511207 Medicina
Em consulta de puericultura na unidade básica de saúde, o responsável por um pré-escolar de 3 anos e meio relata que a criança vem lutando contra a retirada da fralda, recusando-se a sentar no penico ou entrar no banheiro para evacuar. Já foram feitas várias tentativas de convencimento com estratégias diferentes, e a criança, além de não ceder, pode ficar alguns dias sem evacuar caso não seja colocada a fralda.
A orientação adequada para esse momento é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central da questão: O foco é o treinamento esfincteriano em crianças. Trata-se do processo de retirada das fraldas — etapa importante do desenvolvimento infantil, normalmente iniciada entre 2 e 3 anos. Recomenda-se que se observe sinais de prontidão, como imitar comportamentos dos pais, comunicar sobre evacuações e interesse pelo penico, antes de iniciar essa transição.

Justificativa da alternativa correta (D):
A D) "interromper temporariamente o treinamento, retornando ao uso de fraldas" está correta porque respeita o ritmo individual da criança e previne consequências negativas como constipação e mais resistência. De acordo com o Manual de Orientação sobre Treinamento Esfincteriano da SBP: "Se uma criança expressar a recusa para o TE, uma pausa de um a três meses é sugerida. Isso permite que a confiança e cooperação sejam restabelecidas entre pais e filhos."

Estudos e diretrizes, como os MSD Manuals e SBP, reforçam que forçar o processo pode levar a problemas emocionais e físicos, como retenção fecal. Portanto, o retorno temporário ao uso de fraldas é uma atitude acolhedora e baseada em evidências.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Insistir perpetua o ciclo de resistência e pode traumatizar a criança.
  • B) Novas formas de convencimento sem fralda mantêm a pressão, não resolve o problema na raiz.
  • C) Procurar especialistas neste contexto não é necessário; o manejo inicial é comportamental e domiciliar, conforme recomendações nacionais e internacionais.
  • E) O tratamento cognitivo-comportamental só é indicado em casos refratários e persistentes, não sendo primeira escolha.

Dica para provas: Atenção a abordagens acolhedoras e respeitosas ao desenvolvimento infantil. Termos como "insistir", "obrigar" ou "não valorizar o comportamento" geralmente apontam para respostas incorretas no contexto de cuidados pediátricos e familiar.

Segundo o documento da SBP citado, a pausa no treinamento é válida sempre que houver recusa significativa, evitando consequências prejudiciais e assegurando o bem-estar infantil.

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