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Q3511200 Medicina
Um escolar de 7 anos está sendo atendido no setor de emergência com história de ter iniciado, 5 minutos antes, episódio de tremores no corpo, repetitivos, com saída de baba pela boca e olhos virados para cima. Próximo à chegada ao hospital, parou de tremer. Antes do episódio, a criança estava brincando sentada no sofá, quando tombou já tremendo, sem cair no chão. Não consumiu alimentos ou bebidas, nem tem história de doenças ou crises anteriores. O exame físico mostrou apenas perda da consciência e presença de urina na roupa.
A conduta imediata deve ser:
Alternativas

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Comentário da Questão – Conduta pós-crise convulsiva em pediatria

Tema central: Esta questão aborda a conduta imediata diante de criança que apresentou crise convulsiva, uma situação comum em emergências pediátricas. O conhecimento dos primeiros cuidados e estabilização é fundamental para a segurança e o prognóstico do paciente.

Justificativa para a alternativa correta (C): Após uma crise convulsiva, o mais importante é garantir a estabilidade clínica: monitorar sinais vitais, realizar a proteção das vias aéreas e assegurar adequada oxigenação. Conforme o protocolo “Crises Convulsivas em Pediatria” (UPA Curitiba), consta: “PROTEGER VIAS AÉREAS E GARANTIR OXIGENAÇÃO; VERIFICAR SINAIS VITAIS”. Essas medidas evitam hipóxia, aspiração ou complicações secundárias à crise, especialmente porque a criança está em período pós-ictal (perda transitória de consciência).

Análise das alternativas incorretas:

A) Errada. Benzodiazepínicos são indicados APENAS durante a crise convulsiva ativa. Não previnem recorrência imediata. Pós-crise, o foco é suporte e investigação etiológica.
B) Errada. A ausência de história prévia NÃO indica internação obrigatória neste momento. A internação deve ser avaliada caso haja complicações ou crises recorrentes.
D) Errada. A criança não pode ser liberada imediatamente, pois necessita avaliação, observação e investigação das causas da convulsão.
E) Errada. A punção lombar só é indicada se houver sinais de infecção meníngea. Neste caso, não há febre, rigidez de nuca, vômitos ou outros indicativos.

Estratégia de interpretação: Fique atento a pegadinhas: alternativas que sugerem “medicar para prevenir” ou “liberar após crise isolada” não seguem o protocolo. Sempre valorize medidas de estabilização inicial em eventos agudos, especialmente em pediatria.

Resumo: Monitorar sinais vitais e proteger vias aéreas são condutas-segurança fundamentais e, segundo as principais diretrizes (Ministério da Saúde, protocolos UPAs e referências em Pediatria como “Nelson Tratado de Pediatria”), constituem o pilar da abordagem pós-convulsão.

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