Síndromes colestáticas podem ter origem hepatocelular ou ob...

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Q3916316 Medicina
Síndromes colestáticas podem ter origem hepatocelular ou obstrutiva, e o diagnóstico exige integração de bioquímica, sorologias, imagem e, em casos selecionados, histologia. Considerando esse tema, analise as afirmativas a seguir.
I.Na colangite biliar primária (CBP), anti-mitocôndria (AMA) positivo em alto título associado a FA persistentemente elevada (e exclusão de causas alternativas) pode ser considerado suficiente para diagnóstico, sem necessidade obrigatória de biópsia.
II.Na colangite esclerosante primária (CEP), a CPRM é o método de imagem de escolha para diagnóstico inicial; a CPRE deixou de ser método primário diagnóstico e é atualmente reservada predominantemente a fins terapêuticos (p. ex: dilatação de estenose dominante).
III.Nas colestases intra-hepáticas, uma CPRM normal exclui a possibilidade de doença ductal de pequenos ductos (como a CEP de pequenos ductos), tornando desnecessária a biópsia hepática para definição etiológica.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Pelas diretrizes citadas na base, a CBP pode ser diagnosticada sem biópsia quando há FA persistentemente elevada e AMA positivo, com exclusão de causas alternativas; na CEP, a CPRM é o exame inicial de escolha e a CPRE ficou בעיקרmente para intervenção terapêutica ou amostragem; já CPRM normal não exclui CEP de pequenos ductos, em que a biópsia hepática pode ser necessária. Assim, I e II estão corretas e III está incorreta, confirmando o gabarito C.

Tema central: Diagnóstico das colestases autoimunes
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque inclui a assertiva III. O erro médico de III é afirmar que CPRM normal exclui doença ductal de pequenos ductos. Isso contraria o critério diagnóstico da CEP de pequenos ductos: como os ductos acometidos podem estar abaixo da resolução da colangiografia, a CPRM pode ser normal, e a biópsia hepática pode continuar necessária para definição etiológica.
B
Errada
Incorreta porque exclui a assertiva I, que é verdadeira. Na CBP típica, a base informa que FA elevada persistentemente associada a AMA positivo, com exclusão de causas alternativas, pode ser suficiente para diagnóstico, sem biópsia obrigatória. O erro aqui é exigir histologia de forma universal em um cenário em que a diretriz admite diagnóstico clínico-laboratorial/imunológico.
C
Certa
A alternativa C está correta porque reúne apenas as proposições compatíveis com o critério diagnóstico atual dessas colestases autoimunes. Na CBP, a combinação de colestase bioquímica crônica com AMA positivo, após exclusão de causas alternativas, pode firmar o diagnóstico sem necessidade mandatória de histologia. Na CEP, a CPRM substituiu a CPRE como método diagnóstico inicial por ser o exame preferido para avaliação das alterações ductais, enquanto a CPRE é reservada sobretudo para finalidade terapêutica e/ou obtenção de material. A proposição III invalida as alternativas que a incluem porque colangiografia normal não afasta doença de pequenos ductos.
D
Errada
Incorreta porque considera III como verdadeira. O ponto que elimina essa alternativa é o mesmo: imagem normal de grandes ductos não exclui CEP de pequenos ductos. Portanto, dizer que a biópsia se torna desnecessária nesse contexto é tecnicamente inadequado e pode impedir a definição etiológica de colestase intra-hepática persistente.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: supor que toda colestase autoimune exige biópsia e interpretar CPRM normal como exclusão de qualquer doença ductal, esquecendo a CEP de pequenos ductos.
Dica para questões semelhantes
  • Na CBP típica, pense em diagnóstico sem biópsia quando houver FA elevada persistente e AMA positivo, após excluir causas alternativas.
  • Na CEP, diferencie método diagnóstico inicial de método invasivo: CPRM para diagnosticar, CPRE principalmente para intervir ou coletar material.
  • Se a colangiografia vier normal em colestase intra-hepática, não descarte automaticamente doença ductal de pequenos ductos.
  • O papel da biópsia depende do contexto: dispensável na CBP típica, mas útil ou necessária quando há suspeita de small-duct PSC.

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