Disfagias em adultos são sintomas comuns que podem refletir...

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Q3916313 Medicina
Disfagias em adultos são sintomas comuns que podem refletir obstrução mecânica ou distúrbio motor do esôfago. A avaliação diagnóstica adequada deve integrar história clínica detalhada, exame físico, exames laboratoriais, endoscopia digestiva alta, exames de imagem e, quando indicado, manometria esofágica de alta resolução. A identificação precoce do padrão de disfagia é crucial para diferenciar entre causas benignas e malignas, determinar a sequência de exames e orientar a terapêutica específica. Considerando esse tema, analise as afirmativas abaixo e assinale a correta. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O padrão semiológico decisivo é a progressão da disfagia de sólidos para líquidos, que sugere obstrução mecânica do esôfago; nesse cenário, a endoscopia digestiva alta é o exame inicial de escolha para identificar ou excluir causa estrutural e malignidade, o que torna a alternativa A correta.

Tema central: Disfagia esofágica
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque relaciona dois pontos que andam juntos na propedêutica da disfagia esofágica: o padrão clínico de obstrução mecânica e o exame inicial adequado. Estenose, tumor e anel esofágico reduzem o lúmen progressivamente, por isso a dificuldade aparece primeiro com sólidos e depois com líquidos. Diante dessa suspeita, a endoscopia digestiva alta é o exame de primeira linha para identificar ou excluir lesão estrutural e malignidade, além de permitir avaliação direta da mucosa e da luz esofágica.
B
Errada
A alternativa erra por usar absolutismos falsos. Disfagia orofaríngea não se manifesta exclusivamente com sólidos; líquidos podem estar acometidos e são comuns engasgos, tosse e aspiração. Por isso, não existe a conclusão automática de que a avaliação do esôfago distal seja dispensável com base nessa formulação simplificada.
C
Errada
A definição apresentada não corresponde à fisiopatologia da acalasia tipo II. Acalasia exige relaxamento prejudicado do esfíncter esofágico inferior e ausência de peristalse; na tipo II, o padrão associado é pressurização panesofágica. Portanto, relaxamento normal do esfíncter e contrações vigorosas não simultâneas afastam essa definição.
D
Errada
A alternativa descreve incorretamente o espasmo esofágico distal e ainda dispensa o exame que define o diagnóstico. Esse distúrbio motor não é caracterizado por regurgitação noturna isolada obrigatória; pode cursar com disfagia e dor torácica. Além disso, o diagnóstico depende de manometria esofágica, com demonstração de contrações prematuras no esôfago distal.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre padrão mecânico e padrão motor da disfagia: sólidos depois líquidos sugere estreitamento luminal; sólidos e líquidos desde o início sugere distúrbio de motilidade. Também usou termos absolutos e definições manométricas erradas para induzir erro.
Dica para questões semelhantes
  • Use o padrão alimentar e temporal da disfagia como critério inicial: sólidos antes de líquidos aponta para obstrução mecânica; sólidos e líquidos desde o início apontam mais para distúrbio motor.
  • Na suspeita de causa estrutural esofágica, a endoscopia digestiva alta é o exame inicial para excluir estenose, anel e neoplasia.
  • Desconfie de alternativas com 'sempre', 'nunca' e 'dispensável' quando tratam de semiologia da disfagia.
  • Nos distúrbios motores esofágicos, confirme o diagnóstico pela fisiopatologia correta: acalasia envolve relaxamento prejudicado do esfíncter inferior, e espasmo distal é definido por manometria.

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