Lactente do sexo masculino, com 8 meses de idade, em aleita...
Lactente do sexo masculino, com 8 meses de idade, em aleitamento materno e alimentação complementar iniciada, é trazido para o atendimento pediátrico. A mãe tem recente diagnóstico de infecção pelo HIV e procura atendimento para a criança, pois está com medo de ter contaminado seu filho. Ela apresenta a carteirinha de pré-natal, em que as sorologias de HIV de 1º e 3º trimestre eram negativas, e mostra o resumo de alta da maternidade, em que consta teste rápido de HIV da mãe no momento do parto, que foi negativo.
Qual é a conduta correta a ser adotada nesse caso?
Gabarito comentado
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Tema central: O caso aborda profilaxia pós-exposição ao HIV em lactentes expostos via amamentação, um tema fundamental em Pediatria e infectologia neonatal, especialmente relevante para concursos públicos.
Justificativa da alternativa correta (A):
A alternativa A está correta pois segue integralmente as recomendações do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Profilaxia Pós-Exposição (PEP) – Ministério da Saúde: “A profilaxia pós-exposição de risco à infecção pelo HIV é uma medida para prevenir infecção em crianças expostas ao leite materno de pessoa vivendo com HIV.” Recomenda-se interromper imediatamente a amamentação para cessar a exposição ao vírus.
Após a exposição recente (amamentação contínua de mãe agora diagnosticada com HIV), a PEP deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente até 72 horas do último contato, mas pode ser considerada até 7 dias.
O rastreio laboratorial inicial deve ser feito por teste molecular (RNA-HIV/carga viral), fundamental em menores de 18 meses devido à passagem de anticorpos maternos, o que limita o valor da sorologia.
Análise crítica das alternativas incorretas:
B) Incorreta: Minimiza o risco de transmissão pós-natal pelo leite materno, o que é inconsistente com normas nacionais e internacionais. A ausência de fissuras não elimina o risco; a simples exposição já justifica PEP.
C) Incorreta: Propõe investigação apenas sorológica, mas esta não diferencia infecção verdadeira de anticorpos passivos maternos em menores de 18 meses. O correto é iniciar com teste molecular.
D) Incorreta: Afirma que não está indicada PEP devido à exposição “crônica”, quando o protocolo não faz essa restrição; a última exposição é critério fundamental.
E) Incorreta: Manter amamentação expõe a criança à infecção contínua, indo contra orientações. A investigação laboratorial está correta, mas a conduta inicial está errada.
Pontos para concursos e possíveis pegadinhas:
Fique atento a questões em que amamentação é mantida erroneamente, ou quando se sugere que ausência de sintomas ou sorologias prévias negativas excluem risco. Busque sempre as recomendações mais recentes do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria. Segundo o PCDT de PEP: “O diagnóstico precoce, interrupção da exposição e início célere da PEP são cruciais” (p. 52).
Resumo: Conduta correta: interromper amamentação, iniciar PEP e investigar com teste molecular.
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