No fragmento do primeiro parágrafo do texto “Uma avaliação f...
Leia o texto a seguir para responder a questão:
Pilates e fibromialgia
Altan et al. (2009) avaliaram 50 mulheres com diagnóstico de fibromialgia. As participantes foram divididas aleatoriamente em dois grupos de 25. O grupo 1 foi submetido a um programa de exercícios pelo método Pilates, e o grupo 2 recebeu exercícios para fazer em casa (alongamentos gerais e relaxamento, ambos três vezes na semana por doze semanas). Uma avaliação foi realizada pré e pós-intervenção, na qual a dor foi avaliada pela escala analógica de dor e qualidade de vida, que consta do Fibromyalgia Impact Questionnaire (FIQ). No grupo 1, a melhora significativa foi substancialmente notável quando comparado com o grupo 2. Com isso, o Pilates se torna uma ferramenta eficaz e segura para auxiliar no tratamento dessa doença.
Estudos específicos que mostrem a real influência do Pilates para a fibromialgia ainda são escassos na literatura. Alguns conceitos podem ajudar a traçar uma correta conduta frente a esses casos. O estudo de Marques (2002) demonstra que a prática de exercício físico auxilia na sensação de bem-estar global e autocontrole, assim como apresenta um efeito analgésico pela liberação de serotonina, que age como um antidepressivo natural. A literatura científica é clara quando diz que, na maioria dos casos, ocorre um aumento dos sintomas da doença (principalmente dor e fadiga) após o início de um programa de atividades físicas regulares. Contudo, esse desconforto vai diminuindo conforme o portador de SFM dá continuidade ao seu treinamento. Logo, sugere-se iniciar o treinamento com cargas leves e, também, motivar o praticante na convicção de que, ao longo do tempo (até dois meses), o desconforto irá desaparecer.
Pacientes com fibromialgia apresentavam menor capacidade física quando comparados a uma amostra da população geral. Muitos se tornam fisicamente inativos, posto que a dor pode aumentar com o início do treinamento.
Não se deve desistir, mesmo que as mudanças e as adaptações ao treinamento necessitem de um tempo maior para acontecerem nessa população. Um bom programa de exercícios aeróbios, associado ao treinamento de força, e concomitante à terapia cognitiva, é extremamente benéfico para o controle da síndrome.
Os exercícios aeróbios são benéficos em moderada intensidade (60%-75% da frequência cardíaca máxima ajustada para a idade), duas a três vezes por semana, atingindo o ponto de resistência leve, não o ponto de dor, evitando, dessa forma, a dor induzida pelo exercício. O programa de exercícios deve ter início em um nível logo abaixo da capacidade aeróbia do paciente e progredir em frequência, duração ou intensidade assim que seu nível de condicionamento e força aumentar. A progressão dos exercícios deve ser lenta e gradual e deve-se, sempre, encorajar os pacientes a darem continuidade à prática, para manter os ganhos induzidos pelos exercícios (Buckhardt et al., 2005).
FONSECA DA CRUZ, T. M. Método Pilates: Uma nova abordagem. São Paulo: Ed. Phorte, 2013, p.210-211.
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Tema central da questão: A questão aborda pronomes relativos e sua função na coesão textual, especialmente em orações subordinadas adjetivas, fundamentais para o entendimento e clareza em textos, inclusive científicos e de saúde.
Justificativa da alternativa correta (D):
Ambos os termos destacados (“na qual” e “que”) são pronomes relativos, mecanismos essenciais para ligar partes do texto, garantindo coesão e permitindo que informações se associem ao termo anterior de maneira clara:
- “na qual”: resultado da preposição “em” + pronome relativo “a qual”, concorda com “avaliação”. Introduz uma frase que especifica o contexto da avaliação (“pré e pós-intervenção, na qual a dor foi avaliada...”).
- “que”: pronome relativo que retoma o termo “escala analógica de dor e qualidade de vida”, adicionando uma explicação sobre qual escala faz parte do questionário.
Como ensinam Celso Cunha & Lindley Cintra e Evanildo Bechara, os pronomes relativos substituem o termo anterior, evitando repetições desnecessárias e facilitando a compreensão (cf. Cunha & Cintra, “Nova Gramática do Português Contemporâneo”).
Análise das alternativas incorretas:
- A) Erro: Chama o segundo termo de conjunção, mas “que” é pronome relativo, não conjunção.
- B) Erro: “na qual” não é conjunção integrante, e “que” não retoma “qualidade”, mas sim “escala analógica de dor e qualidade de vida”.
- C) Erro: Afirma incorretamente que “que” é conjunção integrante.
Dica para provas: Ao identificar pronomes relativos, sempre retome o termo anterior e veja se o sentido é de explicação ou restrição. Atente para pegadinhas: confundir pronome relativo com conjunção é erro comum.
Resumo da regra: O pronome relativo faz referência ao termo anterior, introduzindo oração subordinada adjetiva, promovendo coesão textual e evitando repetição. (Bechara, “Moderna Gramática Portuguesa”)
Resposta certa: Alternativa D
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Letra D - Orações Subordinadas Adjetivas
pronomes relativos “engolem” termos.
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