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Q3541376 Medicina

Recém-nascida, com 21 dias de vida, do sexo feminino, é trazida para sua primeira consulta de rotina. Nasceu a termo, e a única intercorrência da mãe na gestação foi oligoâmnio. Durante o exame físico, o pediatra avalia as articulações do quadril da bebê, considerando a importância do rastreamento precoce para displasia de desenvolvimento do quadril (DDQ). Ao realizar as manobras específicas, o médico observa sinais que o levam a suspeitar de DDQ.



Qual das seguintes manobras e respectivos achados são associados ao diagnóstico de DDQ?

Alternativas

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Tema central: rastreamento e diagnóstico clínico da Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ) em recém-nascidos e lactentes, com ênfase nas manobras de triagem (Ortolani/Barlow) e sinais auxiliares.

Alternativa correta: A – Manobra de Ortolani
Na Ortolani, com o quadril flexionado a 90°, o examinador abduz o quadril enquanto aplica pressão anterior sobre o trocânter maior. O achado típico é um “clunk” de redução (sensação palpável), indicando que a cabeça femoral deslocada reentra no acetábulo. Importante: “clique” suave pode ser tendíneo e não tem valor diagnóstico. Esse é o teste de redução de um quadril previamente deslocado. (SBP/AAP; UpToDate)

Análise das alternativas incorretas

B – Galeazzi: com joelhos flexionados, joelho mais baixo sugere encurtamento femoral/deslocamento unilateral e, portanto, sugere DDQ. A alternativa afirma o contrário. Além disso, tem baixa sensibilidade em DDQ bilateral.

C – Palpação dos trocânteres: a palpação isolada não é método confiável para excluir DDQ em lactentes; não substitui Ortolani/Barlow. (SBP/UpToDate)

D – Teste de Klisic: o correto é traçar uma linha entre o trocânter maior e a EIAS projetando ao umbigo; se aponta abaixo do umbigo, sugere DDQ. Não envolve “simetria de pregas glúteas”, e a simetria de pregas não exclui DDQ.

E – Barlow: com quadril a 90°, realiza-se adução e pressão posterior para tentar deslocar um quadril instável (teste de provocação). Em DDQ, pode haver sensação de saída (“clunk”). A alternativa diz que “não se espera encontrar deslocamento”, o que está incorreto.

Como interpretar na prática
- 0–3 meses: Ortolani (redução) e Barlow (provocação) são os principais.
- Após 3 meses: os testes perdem sensibilidade; ganha importância a limitação de abdução e assimetria do movimento.
- Pregas cutâneas assimétricas são achado inespecífico e não confirmam/excluem DDQ.

Exames complementares
- Ultrassonografia de quadris (método de escolha até 4–6 meses) quando exame físico é suspeito ou em grupos de risco (apresentação pélvica, história familiar, sexo feminino, oligodrâmnio, deformidades de “packaging”).
- Radiografia AP de bacia após 4–6 meses (avalia índice acetabular).
- Triagem clínica universal em todas as consultas; imagem seletiva conforme risco/achados. (SBP; AAP 2016/2022; UpToDate)

Conduta resumida
- Instabilidade confirmada em < 6 meses: órtese tipo Pavlik e seguimento com ortopedia.
- Falha/diagnóstico tardio: redução fechada + gesso pelvipodálico; casos refratários, redução aberta. (SBP/Ortopedia Pediátrica)

Pegadinhas de prova
- “Clique” ≠ “clunk” (clunk é patognomônico).
- Galeazzi baixo sugere DDQ; Klisic não é sobre pregas.
- Ortolani reduz; Barlow desloca.

Gabarito: A

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Comentários

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BARLOW- EMPURRAR O FEMUR PARA BAIXO (LOW), PARA luxar O QUADRIL QUE JÁ É INSTAVEL

ORTOLANI- É UMA MANOBRA PARA REDUZIR UM QUADRIL JÁ LUXADO

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